Crónicas no Fio do Horizonte

de Eduardo Prado Coelho
Editor: Edições Asa, abril de 2004 ‧

"É quase um diário, mas não tem esse pacto íntimo com o leitor. É apenas o lado de fora de um diário, suspenso dos acontecimentos públicos. Inserido nas páginas do Público desde há cerca de 5 anos (e é necessário agradecer aos directores do jornal que me acolheram, sempre com a máxima liberdade, Saarsfield Cabral e José Manuel Fernandes), deu origem a perto de 2.000 crónicas - número de que o próprio autor se espanta. Elas organizam-se segundo determinados eixos: cenas da vida quotidiana, memórias envolvidas na nostalgia do tempo, transformações do mundo contemporâneo, polémicas, movimentos de humor, análise política, inventário cultural. Há nisto uma cadência que se transformou em hábito. E vicia. Como é que se consegue arranjar sempre tema? - perguntam-me muitas vezes. O que nunca foi problema. A vida à nossa volta dá-nos inúmeras sugestões. A grande questão está em ler jornais e procurar conhecer tudo o que se passa no mundo. Sabendo que apenas apreenderemos uma ínfima parte, e segundo uma perspectiva necessariamente parcial. Mas a crónica cria dependência, abre cumplicidades, desencadeia paixões e ódios. Quando alguém nos surpreende ou indigna, podemos sempre pensar: isto dava uma crónica. E deu."

Crónicas no Fio do Horizonte

de Eduardo Prado Coelho

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724140049
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 15 mm
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789724140049
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Eduardo Prado Coelho

Eduardo Prado Coelho nasceu a 29 de março de 1944, em Lisboa. Foi casado três vezes e teve uma filha. Licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Doutorou-se em 1983, na mesma Universidade, com uma tese sobre «A noção de paradigma nos estudos literários». Foi assistente na Faculdade de Letras de Lisboa entre 1970 e 1983. Em 1984 transitou para a Universidade Nova de Lisboa, tornando-se professor associado no Departamento de Ciências da Comunicação. Em 1975-76 foi Diretor-Geral da Ação Cultural no Ministério da Cultura. Em 1988 foi para Paris lecionar no Departamento de Estudos Ibéricos da Sorbonne-Paris 3. Entre 1989 e 1998 foi conselheiro cultural na Embaixada de Portugal em Paris, tendo organizado a apresentação de autores portugueses em França nas Belles Etrangères, e tendo sido comissário para a Literatura e o Teatro da Europália portuguesa (em 1990). Colaborou na área de colóquios na Lisboa Capital Europeia da Cultura 94. Em 1997 foi nomeado diretor do Instituto Camões em Paris. Regressou a Portugal em 1998, tendo voltado à Universidade Nova de Lisboa e posteriormente colaborado em mestrados na Universidade Lusófona e no ISCTE . Foi o comissário da participação portuguesa no Salon du Livre /2000.
Teve extensa colaboração em jornais e revistas, publicando uma crónica semanal sobre literatura no suplemento literário do jornal PÚBLICO, onde posteriormente passou a ter também uma crónica diária. É autor de uma ampla bibliografia universitária e ensaística, onde se destacam um longo estudo de teoria literária (Os Universos da Crítica), vários livros de ensaios (O Reino Flutuante, A Palavra sobre a Palavra, A Letra Litoral, A Mecânica dos Fluidos, A Noite do Mundo) e os dois volumes deste diário (Tudo o que não Escrevi). Em 1996 recebeu o Grande Prémio de Literatura Autobiográfica da Associação Portuguesa de Escritores e, em 2004, o Grande Prémio de Crónica João Carreira Bom. Ainda em 2004 lançou vários livros: O Fio da Modernidade, Diálogos sobre a Fé (a partir de conversas com o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo), Dia por Ama (com Ana Calhau), Crónicas no Fio do Horizonte (reunindo as suas crónicas no PÚBLICO), Situações de Infinito e A Razão do Azul. Em 2006 lançou os seus dois últimos livros: Nacional e Transmissível, sobre características da identidade nacional portuguesa, e Olha para Mim (com o fotógrafo Augusto Brázio).
Foi membro do Conselho Diretivo do Centro Cultural de Belém, do Conselho Superior do Cinema, Audiovisual e Multimédia, do Conselho de Opinião da Radiodifusão Portuguesa e do Conselho de Opinião da Radiotelevisão Portuguesa. Presidiu ao júri do Prémio Casa da América Latina e foi colaborador do Centro Nacional de Cultura, onde organizou os encontros «Um Livro um Autor». Morreu a 25 de agosto de 2007, em Lisboa.

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