Crónicas dum Naufrágio Anunciado
Editor:
Edições Colibri, Janeiro de 2021 ‧
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SINOPSE
O naufrágio anunciado é o de uma velha casa de família - uma jangada de pedra e cal - que vai ser demolida para dar lugar a um prédio de muitos andares (metáfora do Algarve atual, em que a sua paisagem e alma são sacrificadas ao altar venal do turismo). De veraneio na velha casa, pela última vez, estão um adolescente (a tentar compreender-se e ao mundo que é o seu), a sua mãe (cujo casamento se afunda) e a avó (que nasceu naquela casa, que ama, e teme naufragar com ela).
Das redações do Miguel: "Tal e qual um sismo: só ficou faltando a terra tremer, mas, ainda assim, os destroços não escasseiam. Isto está tudo numa confusão do caraças e eu ainda não atino com o que se está a passar nesta barafunda toda. Só sei que o pai saiu há dois dias, ou melhor, há duas noites. Desde então não há sossego nesta casa, não sei se vou se venho, quem está quem foi, quem disse e fez o quê a quem, e até quem sou eu no meio desta trapalhada, além de neto da minha avó. Para lá dela nem consigo nortear-me, ela é o único chão firme neste campo devastado, alguém que não se liquefaz em lágrimas como a minha mãe, nem se desvaneceu de madrugada, carregando uma maleta de roupa, como o meu pai. Até a senhora Júlia parece que bebeu, só nos põe comida salgada na mesa e ontem, toda baralhada, deu-lhe na telha servir o jantar às cinco da tarde e teve a avó de metê-la na ordem ao dizer-lhe que só eram horas do chá. A avó tenta dar a tudo uma aparência de normalidade, manter horários, ir à praia comigo, mas não está conseguindo, fogo!, com a mãe a chamá-la para o quarto a toda a hora, para ter umas conversas cujo começo eu ainda ouço e é sempre o mesmo - "e a mãe o que acha que o João..." - antes da porta bater."
Das redações do Miguel: "Tal e qual um sismo: só ficou faltando a terra tremer, mas, ainda assim, os destroços não escasseiam. Isto está tudo numa confusão do caraças e eu ainda não atino com o que se está a passar nesta barafunda toda. Só sei que o pai saiu há dois dias, ou melhor, há duas noites. Desde então não há sossego nesta casa, não sei se vou se venho, quem está quem foi, quem disse e fez o quê a quem, e até quem sou eu no meio desta trapalhada, além de neto da minha avó. Para lá dela nem consigo nortear-me, ela é o único chão firme neste campo devastado, alguém que não se liquefaz em lágrimas como a minha mãe, nem se desvaneceu de madrugada, carregando uma maleta de roupa, como o meu pai. Até a senhora Júlia parece que bebeu, só nos põe comida salgada na mesa e ontem, toda baralhada, deu-lhe na telha servir o jantar às cinco da tarde e teve a avó de metê-la na ordem ao dizer-lhe que só eram horas do chá. A avó tenta dar a tudo uma aparência de normalidade, manter horários, ir à praia comigo, mas não está conseguindo, fogo!, com a mãe a chamá-la para o quarto a toda a hora, para ter umas conversas cujo começo eu ainda ouço e é sempre o mesmo - "e a mãe o que acha que o João..." - antes da porta bater."
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896899325 |
| Editor: | Edições Colibri |
| Data de Lançamento: | Janeiro de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 160 x 233 x 10 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 186 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896899325 |
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