Crónicas de Fernão Lopes

de Fernão Lopes

editor: Verbo, abril de 2009
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A vivência dos acontecimentos que empresta à sua prosa envolve o leitor, tornando-o testemunha das cenas que descreve. Investigador, historiador e artista Fernão Lopes estuda cuidadosamente documentos, visita os cartórios do País e verifica as lápides dos túmulos, para encontrar as datas exactas. Quando se lhe deparam versões discrepantes do mesmo acontecimento e não lhe é possível apurar a sua veracidade, transcreve-as, deixando que o leitor tire as suas conclusões. Um admirável escritor de cenas de rua ou de interioridade doméstica, de cercos ou de batalhas

Crónicas de Fernão Lopes

de Fernão Lopes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722229081
Editor: Verbo
Data de Lançamento: abril de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 214 x 24 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 9789722229081
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VIAGEM NO TEMPO

José Gomes

A escrita é arcaica, com expressões que já não se usam, mas agradáveis de ler e ouvir. É um livro que nos dá um retrato do Portugal de outros tempos. É uma agradável viagem no tempo.

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Um clássico

Duarte

Livro em português arcaico de inegável valor histórico. podia ser acompanhado de notas explicativas para melhor compreensão dos factos

Fernão Lopes

São escassos os dados biográficos conhecidos sobre Fernão Lopes. Os testemunhos documentais de que dispomos informam, sobretudo, sobre os cargos que ocupou ao serviço dos primeiros reis da dinastia de Avis. Por certidões de 1418, sabe-se que exercia as funções de "guardador das escrituras do Tombo" e "escrivão dos livros" de D. João I e D. Duarte. Foi "escrivão da puridade" do infante D. Fernando, a partir de 1422, e, em 1437, lavrou o testamento do infante martirizado em Tânger, já como "tabelião geral" do reino. Em 1457, D. Afonso V substituiu-o nas suas funções por Gomes Eanes de Zurara, sendo de 1459 a última notícia relativa à sua vida. Enquanto cronista oficial sob as cortes de D. João I, D. Duarte e regência de D. Pedro, redigiu as crónicas de D. Pedro, D. Fernando e D. João I. As suas funções simultâneas como guardador das escrituras e cronista-mor do reino acabam por favorecer o seu legado como historiador, visto que a composição das crónicas dependeu do conhecimento e seleção do material a que tinha acesso.
Data de 1434, segundo Damião de Góis, a sua investidura por D. Duarte do cargo de cronista do reino, ao ser-lhe confiada a missão de colocar em crónica "as estórias dos reis que antigamente em Portugal foram", bem como os "grandes feitos e altos do mui virtuoso" rei D. João I, seu pai. Desta crónica geral, além do testemunho do seu sucessor, não havia nenhum vestígio até serem encontrados os manuscritos da Crónica de Portugal de 1419, que têm sido considerados de sua autoria. Com efeito, as alusões de Fernão Lopes, nas suas crónicas, a textos anteriores sobre os primeiros reis, assim como o conteúdo e circunstâncias de composição destes manuscritos, parecem corresponder a esse projeto historiográfico mais amplo de que fora incumbido o cronista. Mas é acima de tudo pelas crónicas de D. Pedro, de D. Fernando e de D. João I (que chegaram até nós por apógrafos do século XVI) que o talento e excecionalidade como historiador e como escritor, relativamente aos cronistas medievais, se afirmou. Não se trata para o cronista de refundir textos historiográficos anteriores, mas de elaborar em novos moldes a narração do devir histórico, individualizando os protagonistas na sua compleição psicológica denunciada em ato, encenando os episódios históricos no mesmo momento da sua ocorrência, emprestando tanto quanto possível verosimilhança ao encadeamento dos factos. É no prólogo da Crónica de D. João I que o cronista expõe o seu objetivo e método de historiar inovador. O seu desejo é "em esta obra escrever verdade sem outra mistura", para o que faz concorrer toda a gama de documentos possível, desde narrativas a documentos oficiais, confrontando-os entre si para assegurar a veracidade dos registos existentes: "Oh com quanto cuidado e diligência vimos grandes volumes de livros, de desvairadas linguagens e terras, e isso mesmo púbricas escrituras de muitos cartários e outros lugares (...). Nem entendais que certificamos cousa, salvo de muitos aprovada, e per escrituras vestidas de fé [...]".
Fernão Lopes. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2008.

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