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Criança e Rosa

de Gennady Aygi
Editor: Flaneur, agosto de 2019 ‧
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«A presente antologia dá-nos a ler uma das vozes mais representativas do modernismo russo. Expectavelmente silenciada pela União Soviética pré-Perestroyka, a dicção de Gennady Aygi (1934-2006) foi, desde cedo, na verdade tão cedo quanto 1953, sintomaticamente o ano da morte de Estaline, influenciada pelo peso literário e humano do seu amigo Boris Pasternak, que aquele conhecera ao mudar-se para estudar literatura em Moscovo, quando admitido na colónia de escritores de Peredelkino.
Originário da província soviética da Chuváchia, Aygi acabou, eventualmente, e por influência do próprio Pasternak, por abandonar a sua língua tradicional chuvache, de raiz turcomana, passando a escrever em russo, apesar de nunca ter perdido os laços afectivos com a sua região natal, chegando, pelo contrário, a traduzir vários autores para chuvache e a organizar uma antologia de poetas chuvaches.»

Do Prefácio, Daniel Jonas

Criança e Rosa

de Gennady Aygi

Propriedade Descrição
ISBN: 5600250625432
Editor: Flaneur
Data de Lançamento: agosto de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 143 x 212 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 232
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 5600250625432

SOBRE O AUTOR

Gennady Aygi

Gennady Aygi (1934-2006) é considerado um dos principais escritores de vanguarda da Rússia. Nasceu na remota aldeia de Shaymurzino, na República Chuvash, uma terra de língua turca, a cerca de 724 quilómetros a leste de Moscovo. O seu nome de nascença era Lisin, que ele mudou para o nome de família mais antigo de Aygi (que significa "aquele").
Com um dom precoce para a poesia, Aygi foi para Moscovo em 1953 para estudar no Instituto Literário, e ficou na colónia de escritores de Peredelkino, onde Boris Pasternak era seu vizinho. Aproximou-se dele, que o encorajou a escrever em russo e cujo amor e gratidão pela vida continuaram como uma inspiração para o poeta mais novo.
A partir de 1960, a obra poética principal de Aygi seria em russo. Ainda assim, os campos e os matos da terra natal permeiam a sua obra, e ele manteve-se profundamente ligado à sua cultura ancestral, esforçando-se para dar-lhe um lugar entre as culturas do mundo.
Traduziu poesia de muitas línguas para o chuvash, e produziu uma antologia de poesia chuvash.
Eventualmente, no fim dos anos 1980, o seu trabalho seria aclamado na sua terra natal e ele tornou-se o poeta nacional chuvash.
Aygi, no entanto, continuou a ser uma figura controversa, uma vez que o seu trabalho era bastante singular; escrevendo, como ele próprio disse, nas fronteiras entre o sono e vigília, criou um meio repleto de ambiguidades e silêncios para evocar visões, ansiedades e alegrias esquivas a uma expressão direta. A sua poesia era sossegada e simples, recusando o rico vocabulário e retórica de alguns dos seus contemporâneos, mas era também de um grande pendor oral, tanto que o público ficou impressionado com a sua poderosa entrega encantatória.
Escreveu a partir de uma profunda consciência das perdas e destruições do século 20, e embora muitos dos seus poemas fossem dedicados às vítimas de opressão, de Raoul Wallenberg a Varlaam Shalamov, o grande escritor do Gulag, o seu trabalho não era político, mas trágico, em essência. Terá, contudo, sempre resistido à poesia do desespero. Uma das suas coleções traz uma epígrafe atribuída a Platão, "a noite é a melhor hora para acreditar na luz", e como a de Pasternak (da qual difere no modo) a sua poesia era uma poesia de luz, procurando afirmar os valores da humanidade – a comunidade e unidade com o resto da criação.
Galina e os seus filhos sobrevivem-no.

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