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Costa Sombria e Selvagem

de Charlotte McConaghy
Livro eBook
Editor: Cultura Editora, março de 2026 ‧
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Uma mulher surge do mar. Uma família guarda segredos. E a verdade ameaça afundar tudo.

Numa ilha remota não muito longe da Antártida, Dominic Salt vive com os três filhos como guardião de Shearwater — um território isolado que alberga o maior banco de sementes do mundo. Outrora habitada por investigadores, a ilha foi sendo abandonada à medida que o nível do mar subia. Agora, os Salt são os seus últimos residentes.

Até que, durante a mais violenta tempestade alguma vez registada em Shearwater, uma mulher dá à costa.

O isolamento deixou marcas profundas na família Salt, mas, enquanto cuidam de Rowan e a ajudam a recuperar, a sua presença começa a parecer tudo aquilo de que precisavam. Habituada a sobreviver sozinha, Rowan permite-se imaginar, pela primeira vez em muito tempo, a possibilidade de pertencer a alguém.

Mas Rowan não está a contar toda a verdade sobre o motivo que a levou até Shearwater. E, quando descobre rádios sabotados e uma sepultura recente, percebe que Dominic também esconde segredos. À medida que as tempestades se intensificam, todos terão de decidir até onde estão dispostos a confiar uns nos outros para proteger as sementes sob a sua responsabilidade — e se conseguem, finalmente, deixar o passado para trás e construir algo novo, juntos.

Com reviravoltas arrebatadoras, uma beleza vertiginosa e um amor feroz, Costa Sombria e Selvagem é um romance sobre as escolhas impossíveis que fazemos para proteger quem amamos, mesmo quando o mundo à nossa volta começa a desaparecer.
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O mundo não nos pertence

Nestes livros, a paisagem deixa de ser pano de fundo e passa a interferir diretamente no destino das personagens. Não como metáfora, mas como força que condiciona escolhas, distorce perceções e revela aquilo que o humano preferia não ver. Nas suas páginas, a história avança menos por vontade dos protagonistas e mais pela forma como estes resistem, ou falham, perante o mundo que habitam. Costa Sombria e Selvagem, de Charlotte McConaghy Costa Sombria e Selvagem é um livro difícil de definir. Dominic Salt e os filhos vivem isolados numa ilha próxima da Antártida, onde trabalham como guardiões de um banco de sementes num mundo em colapso climático. A chegada de Rowan à ilha, resgatada do mar pela família durante uma tempestade, altera o equilíbrio frágil daquela casa e faz regressar tensões, medos e feridas que todos tentavam manter enterrados. O romance move-se entre vários registos sem se deixar prender a nenhum. Há momentos em que parece um thriller, sobretudo pela atmosfera de perigo permanente, pelos segredos que Rowan e os Salt escondem e pela sensação de que algo violento pode acontecer a qualquer instante. Mas, ao mesmo tempo, está muito próximo do drama familiar. Cada personagem vive assombrada pela perda, pela solidão e pela consciência de habitar um lugar que desaparece lentamente. A ilha torna-se essencial para acentuar essa ambiguidade. Não funciona apenas como cenário isolado, mas como força que aproxima e desgasta todas as personagens. O frio extremo, as tempestades e o passado violento da ilha criam um ambiente ameaçador. Nesta história, a natureza não serve apenas de cenário ou espaço de contemplação, é uma presença viva, imprevisível e opressiva. COMPRO NA WOOK! » Sobre o Céu, de Richard Powers Sobre o Céu, de Richard Powers, acompanha várias personagens cujas vidas, à partida sem ligação entre si, acabam por convergir através da Natureza. Entre elas estão um veterano de guerra salvo por uma árvore numa situação extrema, uma cientista desacreditada por defender que as plantas comunicam entre si através de redes invisíveis, um jovem milionário ligado ao universo tecnológico, um casal cuja relação se transforma lentamente através do contacto com a natureza, e outras figuras atraídas por movimentos de defesa ambiental. Cada uma destas histórias começa de forma autónoma, mas Powers liga-as através de uma ideia de interdependência entre seres humanos e Natureza. À medida que as personagens se aproximam da militância ecológica, afastam-se das vidas que conheciam antes, entrando numa zona de conflito onde o compromisso deixa de ser apenas intelectual e passa a exigir consequências reais. O romance mostra como essa transformação altera relações, carreiras e identidades, tornando impossível regressar à indiferença inicial. As árvores deixam de surgir como meros elementos da paisagem e passam a existir como formas de vida dotadas de uma lógica e de um tempo próprios. A sua longevidade e os vínculos silenciosos que mantêm entre si introduzem uma escala que ultrapassa a experiência das personagens e as obriga a confrontarem-se com a fragilidade da presença humana no planeta. COMPRO NA WOOK! » O Leopardo-das-Neves, de Peter Matthiessen Em O Leopardo-das-Neves, Peter Matthiessen relata a viagem que fez ao Nepal, em 1973, integrado numa expedição em busca de um animal quase mítico. No entanto, a procura do leopardo-das-neves deixa de funcionar como um objetivo concreto. Sempre distante e difícil de encontrar, o animal transforma-se numa presença adiada, enquanto o percurso pelas montanhas assume gradualmente a forma de uma travessia interior. Cada passo aproxima Matthiessen do silêncio e afasta-o da necessidade de encontrar respostas para tudo. Os encontros com guias e monges são atravessados por essa consciência de transitoriedade, e a escrita reproduz o ritmo contemplativo da viagem, recusando grandes momentos de rutura e construindo-se através de pequenos episódios que, somados, alteram lentamente o olhar do narrador sobre o mundo. COMPRO NA WOOK! » Lord Jim, de Joseph Conrad Lord Jim começa com um ato de cobardia. Jim, um jovem marinheiro cheio de ideais heroicos, abandona o navio em que seguia depois de acreditar que este estava prestes a afundar-se, deixando para trás centenas de passageiros. O navio, porém, não afunda, e é desse instante que nasce toda a narrativa. Mais do que uma aventura marítima, Joseph Conrad escreve sobre a lenta destruição de um homem incapaz de sobreviver à distância entre aquilo que fez e a imagem que tinha de si próprio. Depois do escândalo, Jim vagueia por diferentes portos e territórios numa tentativa de escapar ao peso daquele momento. Cada novo lugar parece oferecer a possibilidade de recomeço, mas o passado infiltra-se sempre, tornando impossível qualquer verdadeira fuga. Quando chega a Patusan, uma região isolada onde acaba por conquistar respeito e autoridade, surge pela primeira vez a possibilidade de reconstrução. Ainda assim, permanece a sensação de que qualquer equilíbrio pode desfazer-se a qualquer instante. Nesta obra, tal como em muitas outras de Conrad, o mundo natural nunca funciona apenas como cenário. O mar, os rios e os territórios que Jim atravessa existem segundo uma lógica indiferente às personagens, como se continuassem intactos perante a culpa, o fracasso ou a necessidade de redenção. COMPRO NA WOOK! » O Céu Que nos Protege, de Paul Bowles Em O Céu Que nos Protege, de Paul Bowles, acompanhamos Port e Kit Moresby, um casal americano que atravessa o Norte de África numa tentativa de se afastar da vida confortável e previsível que deixou para trás. O deserto do Sahara surge-lhes como uma promessa de autenticidade, um espaço onde ainda seria possível recuperar uma intensidade perdida, mas Bowles desfaz essa ilusão e transforma aquela viagem numa lenta experiência de desagregação. À medida que avançam por locais cada vez mais inóspitos, começam a perder referências emocionais e identitárias. O calor, as distâncias, o silêncio e a repetição da paisagem criam uma sensação contínua de desorientação. O deserto não funciona como cenário exótico, mas como força que desgasta lentamente as personagens. Port procura liberdade e acaba confrontado com a vulnerabilidade do próprio corpo. Kit, por sua vez, torna-se cada vez mais irreconhecível para si própria, como se a vastidão daquele território abrisse caminho para uma transformação involuntária. Tal como em Lord Jim, também aqui a indiferença da paisagem é inquietante. O deserto não ameaça ninguém diretamente, não precisa de o fazer. A sua presença, imensa e árida, torna qualquer drama humano em algo insignificante. Para Paul Bowles, o mundo não acolhe nem consola, observa em silêncio enquanto as personagens perdem, pouco a pouco, a capacidade de compreender quem são. COMPRO NA WOOK! »

Costa Sombria e Selvagem

de Charlotte McConaghy

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895776795
Editor: Cultura Editora
Data de Lançamento: março de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 231 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 336
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Policial e Thriller
EAN: 9789895776795

Excelente

Ana Sande

Não queria usar esta palavra mas tem que ser "Brutal"!!! Adorei o livro, nem sei que mais hei-de dizer... um território inóspito, brutal mas deslumbrante; personagens meio "selvagens" cheias de segredos mas apaixonantes; história contada através de vários pontos de vistas; e o final... bem, já tinha terminado o livro e ainda estava à espera que mudasse! Mais outra vez, adorei!!! Vou estar muito atenta a esta escritora.

Valeu a espera

IV

Um livro envolvente e poderoso, onde Charlotte McConaghy volta a explorar, com grande sensibilidade, a relação entre o ser humano e a natureza, num ambiente simultaneamente belo e hostil. A narrativa constrói-se de forma lenta mas intensa, deixando espaço para a reflexão e para o desconforto, enquanto revela gradualmente as camadas das personagens. O hype em torno do livro não desilude — pelo contrário, corresponde às expectativas — e confirma que valeu bem a pena a espera pela sua chegada a Portugal.

Foi uma experiência inesperadamente incrível!

Joana B.

Acompanhamos uma família numa ilha extremamente isolada e uma mulher que aparece de repente na praia (todos estão confusos sobre o porquê de ela lá estar, ela desconfia deles, eles desconfiam dela, e eu desconfio de todos). Adorei o cenário da história e como ele parecia ter vida própria — a natureza foi descrita de forma tão vívida! Cada ponto de vista prendia-me a atenção e aguçava minha curiosidade constantemente, e conforme as peças do mistério iam sendo desvendadas, eu literalmente não conseguia largar o livro, precisava de saber as respostas. Recomendo muito, mesmo que não seja o gênero de livro preferido.

SOBRE O AUTOR

Charlotte McConaghy

Charlotte McConaghy é uma autora premiada e bestseller do New York Times, conhecida pelos romances Costa Sombria e Selvagem, Once There Were Wolves e Migrations, já traduzidos para mais de trinta línguas e em processo de adaptação para cinema e televisão. Licenciada em Guionismo, vive em Sydney com o companheiro e os dois filhos. Com Costa Sombria e Selvagem, McConaghy regressa com um romance arrebatador sobre segredos, amor e sobrevivência numa ilha à beira do mundo.

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