Contra Marés

Crónicas

de Maria Adelaide Calado

editor: Palimage
De manifesto pendor pedagógico, as crónicas de Adelaide Calado revelam uma enorme experiência da educadora que sempre foi e será. A sua extraordinária capacidade de contar histórias, um dom que tem sabido pôr com inteligência ao serviço da educação dos seus filhos, alunos e netos, manifesta-se também no diálogo despretensioso que diariamente faz questão de manter com colegas e amigos.
As crónicas de Contra-Marés revelam uma personalidade fortemente criativa e ao mesmo tempo muito comprometida socialmente. A defesa dos valores em que acredita é o verdadeiro mobile da sua escrita e o que confere sentido àquilo que faz. Concilia uma sábia arte de ser mulher com uma extraordinária capacidade pedagógica de transmitir valores enraizados na nossa memória cultural. Muito embora considere que a família e a escola são espaços privilegiados de transmissão de valores humanos e culturais, Adelaide Calado tem consciência de que o sistema de ensino nunca poderá substituir o seio familiar na formação do carácter, que, como defende, deverá ser alimentado pelo amor, pela afectividade, pela partilha de experiência da vida, pelo ensinamento de regras morais e sociais e pela interiorização de modelos de comportamento com sentido de responsabilidade.

Prof. Doutora Ana Maria Ramalheira
(do prefácio)

Contra Marés

Crónicas

de Maria Adelaide Calado

ISBN: 9789728999703
Editor: Palimage
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Páginas: 248
Tipo de produto: Livro
Coleção: Imagens de Hoje
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Crónicas
EAN: 9789728999703
Maria Adelaide Calado

Maria Adelaide Calado continua a perguntar insistentemente no seu último livro (Ah, o tempo em que o amor cheirava a rosas): "Quem sou eu?" Queria-se pois em construção a vida inteira, sem nunca deixar de regressar às imagens que de si encontrava no espelho: flor de giesta, tojo ou rosmaninho. Ou ao berço de que não se afastou: filha da brancura do monte e das searas ondulantes. Sabia-se igualmente afirmativa, mesmo tenaz, e ao mesmo tempo doce e compassiva. Tinha um pacto com Deus que a apaziguava e a fortalecia e encontrava no mundo as alegrias que tão bem sabia cultivar e as interrogações que lhe alimentavam o intelecto e a vontade de participar. Foi protetora da língua portuguesa e de todos os meninos a quem a ensinou e que ajudou a crescer muito para além das matérias de estudo. Assumia-se conservadora, em contra corrente face ao moderno e inabalável elogio da mudança; sobretudo conservadora da memória e do tempo, que passam também pelo cultivo dos rituais e das tradições, ingredientes que ademais ocupam um lugar de relevo nos seus textos. E ainda assim assombrosamente adaptável e atualizada, quando tal lhe era exigido por força das circunstâncias – que eram para ela as da cidadania e sempre em primeiro lugar as dos afetos. Sonhadora e lírica, romântica inveterada, Mãe e amorosa sobre tudo o resto.

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