Contos e Novelas

Cinza do Lar - Casa Paterna - Caminhos de Consortes - Folhas de Xisto

de João de Araújo Correia
Editor: INCM - Imprensa Nacional Casa da Moeda, fevereiro de 2009 ‧
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Continuador da grande tradição literária de Garret, Camilo, Júlio Dinis, Eça e Trindade Coelho, João de Araújo Correia (1899-1985), «escritor de estilo castiço, forjado no comércio dos nossos clássicos e do grande mestre que é o povo, e de prosa depurada na leitura de clássicos franceses», legou-nos mais de uma dezena de livros de contos, ambientados no país vinhateiro e no país camiliano da sua pátria pequena transmontana e duriense. Os seus contos distinguem-se não só pela originalidade, pela autenticidade do mundo que retratam e pela capacidade de efabulação, como pelo dom de uma prosa de sóbria elegância, tão leve que, em certos momentos, pela sua arte de sugestão, se aproxima da poesia.
Embora a sua acção decorra numa paisagem agreste, entre gente rude, de costumes primitivos, a sensibilidade do escritor logra limar as arestas do seu mundo, conseguindo conferir alguma leveza ao que é pesado.

Contos e Novelas

Cinza do Lar - Casa Paterna - Caminhos de Consortes - Folhas de Xisto

de João de Araújo Correia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722716031
Editor: INCM - Imprensa Nacional Casa da Moeda
Data de Lançamento: fevereiro de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 238 x 21 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 336
Tipo de produto: Livro
Coleção: Biblioteca de Autores Portugueses
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789722716031

SOBRE O AUTOR

João de Araújo Correia

João de Araújo Correia nasceu no primeiro dia do ano de 1899, em Canelas do Douro. Frequentou a escola primária na Régua. No liceu de Vila Real fez exame de Francês e Inglês. Para prosseguir os estudos, partiu para o Porto e aí frequentou a Escola Académica antes de ingressar na Faculdade de Medicina. Devido a doença, teve de interromper o curso, que concluiu apenas seis anos mais tarde. Aproveitou a convalescença para ler e escrever, para se cultivar e refletir. Nesse período, iniciou a sua colaboração na imprensa regional. Em 1922, casou com Maria da Luz de Matos Silva, de quem teve cinco filhos. Fixou-se na Régua. Em 1935, fundou, com dois amigos, a Imprensa do Douro, que publicou quase todos os livros do escritor. A sua verdadeira estreia literária foi em 1938, com Sem Método. Médico a tempo inteiro e escritor de "horas mortas", João de Araújo Correia desenvolveu, contudo, uma intensa atividade literária, publicando com regularidade contos, crónicas, ensaios, sem esquecer a colaboração na imprensa regional e nacional. Em 1969, foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Novelística. Morreu a 31 de Dezembro de 1986 e foi sepultado em Canelas do Douro. Algumas Obras: Sem Método (1938); Contos Bárbaros (1939); Contos Durienses (1941); Terra Ingrata (1946); Três Meses de Inferno (1946); Cinza do Lar (1951); Folhas de Xisto (1959); Manta de Farrapos (1962); Montes Pintados (1964); Horas Mortas (1968); Pó Levantado (1974); Pontos Finais (1975); Outro Mundo (1980).

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