Contos Acrónicos

de António Eça de Queiroz
Editor: Campo das Letras, abril de 2003 ‧
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Contos Acrónicos é autobiográfico, biográfico, fragmentário e, por vezes, muito ambíguo. Se por ali aparece síntese, é obra irregular, coberta de lacunas e de omissões deliberadas. E outras também não o são… Mas Lamas exagera por regra. Carrega na cor e na forma. E é possuído às vezes por alguma raiva simples, radial. (…)”

Manuel Lamas leu por alto o périplo do navegador.
Fora primeiro-tenente na Carreira das Índias. Transportava escravos da Guiné para o Pará, Baía e Maranhão. Carregara degredados do Reino, bordejando as costas do Malabar até Goa. Naturalmente, um dia fora promovido.
Já ao comando do seu navio, o «Príncipe do Brazil», da Companhia de Pernambuco, Vito Jozé de Mello descreve no diário de bordo - sem drama mas com muita ciência - o teatro de um naufrágio: «Faz menção no dia 22 de Março de 1799 de ter visto pelas cinco horas e meia uma embarcação desarvorada aproada para o Norte, sem mudar de situação apesar de fazer algum vagalhão alto de Noroeste, donde conjecturou que estava encalhada em algum baixio. Pelas seis horas e um quarto arbitrou a distância de dois terços de légoa e determinou a sua posição, que achou latitude 43º 45' 47'' Norte e longitude 328º 32' 4'' contada a partir do Ferro». «Que raio de longitude é esta?!», interrogou-se Lamas.


in «No mar das Flores»

Contos Acrónicos

de António Eça de Queiroz

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726106135
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 210 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 168
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789726106135
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

António Eça de Queiroz

É do início da segunda metade do último século do milénio passado. Nasceu na Casa do Mar, na Praia da Granja (distrito do Porto!) e conhece Lisboa de ginjeira. Depois dum périplo angolano pós-25 de Abril, estabeleceu-se no Porto, teve uma filha (que espia agora em Lisboa) e entrou para o jornalismo n’O Comércio do Porto. Mourejou depois em semanários lisboetas por mais de 20 anos e fez mais um filho. Publicou uma breve coletânea de contos e um ensaio sobre um parente chegado. Numa fase tardia, passou a gostar de futebol – do que se joga no Porto, no que é acompanhado pela aguerrida prole. Tem família na capital.

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