Como Se Eu Tivesse Asas

As memórias perdidas

de Chet Baker
Editor: VS. Editor, outubro de 2019 ‧
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«Quando o Chet começou a escrever acerca da sua vida, não se tratava de uma tentativa de relatar exaustivamente cada dia, cada mês ou sequer cada ano. Pelo contrário, procurava reunir um conjunto de memórias que, para ele, tinham uma importância especial. Qualquer biógrafo competente conseguiria reconstituir onde ele esteve e com quem tocou em qualquer data. Mas só ele vos pode contar que o Charlie Parker adorava tacos com molho verde entre sets ou como exactamente eu estava vestida na noite em que ele conheceu os meus pais (de lantejoulas verdes — e, nas palavras dele, "estava linda").»

Carol Baker

Como Se Eu Tivesse Asas

As memórias perdidas

de Chet Baker

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895453450
Editor: VS. Editor
Data de Lançamento: outubro de 2019
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 212 x 11 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 116
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789895453450

Só para fãs

Susana Fernandes

Chet Baker foi um músico brilhante mas como tantos outros foi um viciado em substâncias ilegais . Este livro tem algumas memórias autobiográficas escritas pelo próprio sobre as experiências de ser perseguido e apanhado pelas autoridades e suas aventuras musicais e amorosas que vivenciou. Lê-se num ápice.

SOBRE O AUTOR

Chet Baker

Chet Baker, nascido Chesney Henry Baker Jr. a 23 de dezembro de 1929 em Yale, Oklahoma, e falecido a 13 de maio de 1988 em Amesterdão, Países Baixos, foi um dos trompetistas mais icónicos e influentes do jazz. Conhecido tanto pelo seu estilo de trompete lírico quanto pela sua voz suave, Baker desempenhou um papel significativo no desenvolvimento do jazz dos anos 50 e continua a ser uma figura central no mundo do jazz.

Baker começou a tocar trompete ainda jovem e, na década de 1950, tornou-se um dos protagonistas do movimento de jazz conhecido como "cool jazz". O cool jazz era uma abordagem mais relaxada e introspectiva ao jazz, em contraste com o bebop, que era mais rápido e complexo. O estilo de Baker era caracterizado por uma abordagem suave e melódica, tanto no trompete quanto na voz, o que lhe conferiu uma popularidade especial.

O trabalho de Baker na década de 1950 é particularmente notável. Ele gravou vários álbuns influentes, como "Chet Baker Sings", onde se destacou pela sua voz melódica e expressiva. O álbum inclui canções como "My Funny Valentine" e "But Not for Me", que se tornaram clássicos e são amplamente considerados alguns dos melhores exemplos do estilo vocal de Baker. O seu trompete também se destacou em álbuns como "Chet Baker and Strings" e "Chet", mostrando a sua habilidade em criar linhas melódicas envolventes e emotivas.

Além do seu trabalho em estúdio, Baker foi conhecido por suas intensas performances ao vivo, que capturavam a essência do seu estilo único e cativante. Ele liderou várias formações de banda e trabalhou com outros grandes nomes do jazz, como Gerry Mulligan e Stan Getz. A colaboração de Baker com Mulligan na formação do Gerry Mulligan Quartet é especialmente memorável, tendo produzido álbuns que continuam a ser celebrados.

A carreira de Baker, no entanto, não foi isenta de desafios. Ele lutou contra problemas com drogas e problemas legais ao longo da sua vida, o que afetou a sua saúde e a sua carreira. Apesar dessas dificuldades, Baker manteve uma base de fãs fiel e continuou a realizar e gravar até à sua morte.

Nos anos 70 e 80, Baker viveu na Europa, onde continuou a trabalhar e a ganhar reconhecimento. Durante esse período, ele gravou vários álbuns e realizou numerosas turnés. A sua habilidade como trompetista e cantor continuou a ser apreciada e respeitada, e ele permaneceu uma figura importante na cena do jazz europeu.

Chet Baker é lembrado não apenas pelo seu talento excepcional como trompetista e cantor, mas também pela sua capacidade de capturar a essência do cool jazz. A sua influência no jazz é duradoura, e o seu trabalho continua a inspirar e a tocar os corações dos amantes do jazz em todo o mundo. O seu legado é uma combinação de técnica refinada, sensibilidade artística e uma capacidade única de se conectar com o público através da sua música.

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