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Civilizações

de Laurent Binet
Livro eBook
Editor: Quetzal Editores, junho de 2021 ‧
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Como seria o mundo hoje se, em vez de Colombo ter chegado à América, tivessem sido os Incas a chegar à Europa?
Como seria o mundo hoje se a História tivesse acontecido de maneira inversa ao que conhecemos? E se, em vez de Colombo ter chegado à América, tivessem sido os Incas a chegar à Europa?

Houve três coisas que faltaram aos índios para conseguirem resistir aos conquistadores: o cavalo, o ferro e os anticorpos às doenças europeias. Mas, neste romance, Laurent Binet dá-lhes o domínio dos cavalos, o conhecimento do ferro e a imunidade necessária. E põe Athaualpa, décimo terceiro e último imperador inca, a desembarcar em Lisboa, nos dias que se seguiram ao terramoto de 1531.

Cristóvão Colombo e os seus homens sucumbiram a uma morte obscura e inglória em paragens distantes e desconhecidas. E a Europa de Carlos V é um continente de monarquias extenuadas, populações famintas à beira da revolta, querelas religiosas, piratas que atacam portos, batalhas que destroem cidades e aniquilam exércitos. E também da Inquisição espanhola, da reforma de Lutero, do capitalismo incipiente e do milagre da tipografia.

Divertido e delirante como A Sétima Função da Linguagem e alegórico como HHhH, Civilizações reescreve a História e muda o destino da globalização.

«Uma aprazível combinação literária de aventuras, fábulas, exotismo e utopia.»
El País

«Este romance mobiliza os recursos do humor ao serviço de uma meditação melancólica sobre a História. O espírito irónico e o virtuosismo explodem nesta inversão da História.»
Le Monde

«Depois de um policial semiológico, o autor copia o estilo da saga, dos anais e dos diários de bordo. Ele diverte-se – e nós com ele. A História torna-se um sonho quixotesco de ficções.»
Livres Hebdo

«Um fresco audacioso em que nos cruzamos com Cervantes, Erasmo ou Ticiano.»
Le Figaro

«Uma outra maneira de ver a colonização e o legado cultural que suscita o júbilo de um demiurgo.»
La Libération

«Audacioso e saboroso.»
Historia

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E se...?

Há livros que são escritos com o intuito de responder a uma pergunta simples mas perigosa: e se a História tivesse seguido outro caminho? A literatura tem uma longa tradição de desafiar o que tomamos por garantido e, nesses desvios, revela ângulos do mundo que antes nos escapavam. Ao reinventar o passado, os escritores destes livros não têm o objetivo de apagá-lo, mas sim de expor as suas maiores falhas, questionar quem narra e quem manda e lembrar-nos de que toda a História é também uma forma de ficção. Os romances que se seguem partem desse impulso de reimaginar o passado e de dar forma ao que ficou por acontecer. 22/11/63, de Stephen King Existem muitas teorias da conspiração em torno do assassinato de John F. Kennedy e do que teria acontecido se o presidente dos Estados Unidos da América não tivesse morrido. Stephen King parte desse imaginário e recorre a elementos da ficção científica para escrever 22/11/63, um dos seus romances mais melancólicos e engenhosos. Acompanhamos a aventura de Jake Epping, um professor que descobre um portal que lhe permite viajar no tempo até 1958, alguns anos antes da tragédia. Convencido de que pode alterar o curso da História, ele decide tentar impedir o crime, e tudo parece correr a seu favor. Jake tem tempo suficiente para concretizar o seu plano e trazer informações privilegiadas do futuro, mas começa a encontrar obstáculos em cada esquina. O passado ganha vontade própria e defende-se de quem o tenta mudar, e o que começa como uma missão heroica transforma-se rapidamente num dilema difícil de suportar. Até que ponto alguém tem o direito de corrigir algo que já aconteceu? Mais do que uma história sobre viagens no tempo e mundos paralelos, este é um livro sobre arrependimento, perda e a tentação de recuperar o que ficou irremediavelmente para trás. COMPRO NA WOOK! » O homem do Castelo Alto, Philip K. Dick Em O Homem do Castelo Alto, Philip K. Dick imagina o que teria acontecido se os países do Eixo tivessem vencido a Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos da América estão divididos em dois, um lado sob domínio japonês e o outro controlado pela Alemanha nazi. No centro da narrativa está um livro proibido que descreve um mundo diferente, o nosso, onde os Aliados venceram. Essa ficção dentro da ficção abre uma brecha no mundo como o conhecemos, e Dick usa-a para pôr em causa a própria noção de verdade. A sua prosa paranoica faz com que tudo pareça estar prestes a desmoronar, e as personagens vivem em permanente desconfiança, sem saber se são livres ou apenas peças num jogo já decidido. Acreditar na possibilidade de outra realidade torna-se o último ato de resistência num mundo que naturalizou a barbárie.
Várias obras do escritor mereceram adaptações icónicas ao cinema, como Blade Runner, Total Recall e Minority Report. O Homem do Castelo Alto deu origem a uma série televisiva, em 2015, que vale muito a pena ver – depois de ler o livro, claro! COMPRO NA WOOK! » A Estrada Subterrânea, de Colson Whitehead No romance A Estrada Subterrânea, de Colson Whitehead, a lendária underground railroad, uma rede secreta do século XIX que ajudava pessoas escravizadas a fugir do sul dos Estados Unidos para o norte livre, deixa de ser um conjunto de rotas e abrigos clandestinos e transforma-se numa ferrovia que corre debaixo da terra, transportando escravos em fuga. A partir desta reinvenção narrativa, a realidade transforma-se em fábula, e é justamente essa dimensão imaginária que nos ajuda a ver com mais clareza a brutalidade deste episódio histórico. Whitehead escreve com precisão e evita qualquer traço de sentimentalismo, e essa contenção acaba por intensificar o realismo mágico da narrativa, ao mesmo tempo que dá força e clareza à mensagem principal, a de que o racismo nunca deixa realmente de existir, apenas muda de forma. COMPRO NA WOOK! » Babel, de R. F. Kuang R. F. Kuang oferece-nos uma forma diferente de pensar sobre a colonização. Enquanto Laurent Binet imagina um mundo em que o poder muda de mãos, Kuang mostra em Babel que a colonização não precisa necessariamente de exércitos nem de fronteiras, pode sobreviver dentro da própria linguagem. Grande parte da ação do livro decorre na Universidade de Oxford, o centro do saber e símbolo do prestígio académico britânico. É lá que se encontra o Real Instituto de Tradução, uma organização através da qual o Império Britânico exerce o seu poder sobre as colónias. Neste mundo imaginado, cada tradução liberta uma energia mágica que o Império aproveita para enriquecer e consolidar o seu poder. O trabalho dos tradutores, que deveria aproximar línguas, converte-se num mecanismo de exploração e, na universidade, os estudantes da disciplina enfrentam uma luta constante entre a admiração pelo conhecimento e a consciência de que esse saber servirá, acima de tudo, para oprimir outros povos. É uma metáfora feroz sobre o domínio cultural e linguístico e sobre a forma como o poder se infiltra até nas palavras que usamos. Kuang transforma o ato de traduzir num gesto político, capaz de libertar ou aprisionar. COMPRO NA WOOK! » Civilizações, de Laurent Binet Imaginem um cenário em que o Império Inca, liderado pelo imperador Atahualpa, consegue sobreviver às doenças e às armas europeias, atravessa o Atlântico e conquista o Velho Mundo. Sob o domínio de um novo senhor, a Europa é saqueada e vê-se subjugada a uma nova fé e a uma cultura que até então desconhecia e com as quais não se identifica. Esta é a premissa de Civilizações, de Laurent Binet, um livro que questiona a herança colonial. Num equilíbrio entre erudição e ironia, e através do uso de documentos, diários e cartas inventadas, o escritor francês cria a ilusão de uma História possível, invertendo os papéis entre colonizador e colonizado. Ao assistir a esta troca de lugares, somos forçados a encarar o absurdo do domínio colonial. O poder de converter e subjugar, que antes parecia natural, revela-se agora intolerável e grotesco. Esta subversão do passado é, ao mesmo tempo, um exercício de empatia, um ajuste de contas e um lembrete de que toda a civilização nasce da ilusão de estar no centro do mundo. COMPRO NA WOOK! »

Civilizações

de Laurent Binet

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897226410
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: junho de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 237 x 24 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 424
Tipo de produto: Livro
Coleção: Serpente Emplumada
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897226410
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

A História do Quinto Canto

Claudino Moura

Esta história alternativa é muito divertida. Além disso, é verosímil. Para quem gosta de História, ler a narração destes acontecimentos e imaginar o mundo aqui descrito, é um exercício bastante estimulante e divertido. A ordem do mundo é outra, e sem dúvida melhor do que aquela que os espanhóis levaram ao Novo Mundo. O que os Incas trouxeram ao Levante ou Quinto Canto (na nomenclatura da história) foi ordem, tolerância religiosa, justiça, reforma agrária e o fim da fome, liberdade e o fim da servidão.

Reescrever a história

Ajmcs

Um exercício imaginativo de história contrafactual, na qual não são os conquistadores espanhóis a chegar à América, mas o imperador dos Incas a desmbarcar na Europa e a estender o seu domínio pelo continente. Fascinante e divertido.

A colocar nas listas de compras

Ana Carvalho

Para quem gosta de História, estes exercícios criativos do "e se..?" são sempre geniais. Laurent leva-nos a uma cenarização de um mundo hipotético, considerando ainversão de certas premissas que hoje consideramos como garantidas. Visualizar o que poderia ter sido a Europa e o Mundo Ocidental após o desembarque dos Incas em Lisboa, e o seu percurso Europa fora é um desafio intelectual bastante interessante, para além de reforçar o conhecimento Histórico da atualidade, por comparativo com a ficção. Recomendo aos que gostam de História e de ficção explorativa.

SOBRE O AUTOR

Laurent Binet

Laurent Binet nasceu em Paris em 1972. É autor de A Sétima Função da Linguagem (publicado pela Quetzal em 2017, Prémio Fnac para Romance e Prémio Interallié) e de HHhH (Prémio Goncourt para primeiro romance). Foi professor de literatura do ensino secundário durante dez anos. A Sétima Função da Linguagem foi publicado em inglês com elogios de Martin Amis – e de Mario Vargas Llosa, em Espanha. Civilizações tem sido aclamado pela crítica e foi distinguido com o Grande Prémio de Romance da Academia Francesa.

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