Cidade Infecta
SINOPSE
Mas apesar de diametralmente opostos, ou precisamente por isso, os seus traços de carácter acendem de imediato a chama da amizade. Quanto estão prestes a desvendar uma à outra os seus mais inconfessáveis segredos, eis que se abate sobre Oliveira uma nova e devastadora tragédia.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896715595 |
| Editor: | Tinta da China |
| Data de Lançamento: | agosto de 2020 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 131 x 185 x 11 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 176 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789896715595 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Genial
Ana
Teresa Veiga é provavelmente a melhor escritora portuguesa contemporânea. Cidade Infecta é uma obra prima, belíssimamente escrito, com toda a mestria de saber contar histórias e encadear narrativas.
OS SUBTERRÂNEOS DA BANALIDADE
Carlos Romero
Alguém terá dito sobre Teresa Veiga, escritora nascida em Lisboa há 75 anos, que era um dos segredos mais bem guardados da literatura portuguesa, ou algo do género. E com isto quis-se dizer que a autora era combativamente discreta, cultivava uma grande distância das tertúlias e ambientes literários e, de vez em quando, sem alardes publicitários, lá ia escrevendo uns contos, umas novelas e uns romances, separados por muitos anos. Ao todo, terá escrito pouco mais de meia dúzia, parca produção para tantos anos de vida literária (“Jacobo e outras histórias” saiu em 1980). Li quase tudo dela e tenho bem presente o prazer que me deu ler os contos reunidos sob o título “Gente Melancolicamente Louca”. “Cidade infecta”, dado agora à estampa pela Tinta da China, é um romance breve (ou uma novela longa...) passado numa vila do interior tradicional, Oliveira, saída da imaginação da escritora. Trata das vidas entrecruzadas de Raquel, professora com toques de socialite e bem casada, e de Anabela, também casada, de origem pobre e empregada numa loja de tecidos. A frequência de um curso de informática alimenta entre as duas uma amizade improvável, e o decurso da acção vai revelando, sob o manto de quotidianos banais, casos, fúrias, ressentimentos, sexo insatisfatório e, é claro, paixões brevíssimas mas intensas ou vulcânicas e mortais à margem das convenções sociais. É uma história onde se cruzam histórias parcelares que constroem um retrato completo com zonas iluminadas, de sombras mais ou menos densas e uns recantos de absoluta escuridão, onde a morte violenta aparece como corolário de muitas hipocrisias e de uma mentira geral, que acaba por vencer e estabelecer-se para descanso de todos. Menos dos que morreram, naturalmente.
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