Chiquinho

de Baltasar Lopes
Editor: Vega, dezembro de 2006 ‧
Um dos melhores romances da literatura cabo-verdiana. Descrevendo Cabo Verde dos anos 30, o seu interesse resulta não somente do facto de estar apoiado numa realidade que até esta altura tinha sido deixada de lado pelos escritores do arquipélago, mas sobretudo da demanda da personalidade cultural do povo de Cabo Verde. Chiquinho é também uma forte denúncia: do abandono a que foram votadas as pessoas de Cabo Verde. As secas destruíam colheitas, a fome estendia as suas garras sobre uma população indefesa e desesperada. No entanto, as personagens desta história alimentam um sonho, uma esperança, todos poderiam ser outra pessoa que não são, se ao menos a terra não fosse madrasta. É aqui que entra o mar, a miragem da América, os baleeiros para correr sete mundos, o futuro prometido para lá da fome, das secas e do sofrimento. Chiquinho é o fio condutor por onde passam todas estas personagens. É através das tribulações deste jovem, de origem modesta, mas livre num mundo desconhecido, que Baltasar Lopes se impõe como um dos principais fundadores da literatura cabo-verdiana.

Chiquinho

de Baltasar Lopes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726998389
Editor: Vega
Data de Lançamento: dezembro de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 229 x 21 mm
Páginas: 212
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726998389

SOBRE O AUTOR

Baltasar Lopes

Baltasar Lopes nasceu na ilha de São Nicolau, Cabo Verde, em 1907. No Seminário da ilha natal completou o ensino secundário. Na Universidade de Lisboa formou-se em Direito e Filologia Românica. Foi professor, e depois reitor, do liceu Gil Eanes na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente. Nesta cidade exerceu também como advogado. Participou ativamente na vida cívica e literária, dentro do que era possível naquela colónia portuguesa, especialmente vigiada e reprimida sob o regime de Salazar, situação que aparece denunciada em Chiquinho.
Foi uma das figuras mais destacadas do movimento chamado «dos claridosos» porque se reuniam em torno da revista Claridade, que criaram.
Em 1947 publicou a sua obra mais conhecida, o romance Chiquinho, que haveria de marcar toda uma geração de escritores de Cabo Verde e permanecer como obra-prima da literatura em língua portuguesa.
Baltasar Lopes morreu em Lisboa em 1989, com 82 anos.

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