Cartas do Inferno

de Ramón Sampedro
Editor: Dom Quixote, junho de 2005 ‧
A 13 de Janeiro de 1998, Ramón Sampedro conseguiu aquilo por que lutava legalmente há trinta anos: a sua própria morte. Desde que em 1968 ficou prostrado numa cama por culpa de um acidente fatal, definia-se a si próprio como "uma cabeça viva num corpo morto" e o seu maior anseio era libertar-se desse inferno do qual não podia escapar sem a ajuda de outrem.
"CARTAS DO INFERNO" é o comovedor testemunho de um homem que procurou a liberdade através da morte. O caso abriu um grande debate sobre a eutanásia, que se foi mitigando após a morte de Sampedro, provavelmente assistida por alguém que acreditava no seu direito a um final digno.
Comovido com este emotivo livro, Alejandro Amenábar quis prestar homenagem a Sampedro com o filme Mar Adentro, protagonizado magistralmente por Javier Barden. Um filme que cativou milhões de pessoas tal como esta obra.
As Publicações Dom Quixote publicarão em breve QUERIDO RAMÓN, o livro onde Ramona Maneiro relata, num pungente testemunho de amor, como ajudou o seu companheiro a acabar com trinta anos de sofrimento.

Cartas do Inferno

de Ramón Sampedro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722028738
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: junho de 2005
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 233 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 326
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Epístolas e Cartas
EAN: 9789722028738
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Eutanásia

António Manuel dos Santos Lapa

O que é viver? Quando a única coisa que conseguimos fazer sózinhos é respirar, podemos considerar isso vida?! Morte doce e suave. Quem ama liberta e não faz imperar a sua vontade em detrimento do "objecto" amado. Fim de um ciclo e inicio de um outro. Este livro é um testemunho maravilhosamente OBRIGATÓRIO.

Ramón Sampedro

Sandra Santos

Excelente livro e historia de vida, recomendo!

SOBRE O AUTOR

Ramón Sampedro

Ramón Sampedro nasceu a 15 de Janeiro de 1943 em Xuño, uma pequena aldeia da província de La Coruña. Aos 22 anos embarcou num navio mercante norueguês no qual trabalhou como mecânico. Com ele percorreu quarenta e nove portos de todo o mundo. Esta experiência constituiu parte das suas melhores recordações. A 23 de Agosto de 1968 caiu à água do alto de um rochedo. A maré tinha baixado. O choque da cabeça contra a areia provocou a fractura da sétima vértebra cervical. Durante trinta anos viveu a sua tetraplegia sonhando com a liberdade através da morte. O seu pedido jurídico chegou ao Tribunal dos Direitos Humanos de Estrasburgo sem êxito. Nos meios de comunicação reivindicou o direito a uma morte digna e em Janeiro de 1998, em segredo e provavelmente ajudado por mão amiga, conseguiu o seu intento.

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