Caderno de Memórias Coloniais

de Isabela Figueiredo
Editor: Angelus Novus, novembro de 2009 ‧
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«Há livros de memórias que parecem ter som. E Isabela Figueiredo consegue-o perfeitamente, nestes curtos textos (nascidos no blogue Mundo Perfeito) onde nos fala da sua experiência em África, do racismo praticado pelo pai, do sentimento de ódio que isso lhe recalcou, da descoberta da sexualidade ou do sentimento de se sentir num “mundo de ninguém” ao entrar em Portugal. A linguagem é crua – “as pretas tinham a cona larga, diziam as mulheres dos brancos, ao Domingo à tarde, todas em conversa íntima debaixo do cajueiro largo” – e não há subterfúgios para descrever os dias de então: “o negro estava debaixo de tudo. Não tinha direitos. Teria o de caridade, se o merecesse” (…) Isabel levou anos até escrever o que a atormentava, até assumir esta catarse (…) E só o fez depois da morte do pai. Um livro que é um murro no estômago.»

Caderno de Memórias Coloniais

de Isabela Figueiredo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728827663
Editor: Angelus Novus
Data de Lançamento: novembro de 2009
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 208 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789728827694

Recomendo

Manuel Lopes

Recomendo vivamente a leitura deste livro. Os meus parabéns há autora e que continue a escrever muitos e bons livros.

Muito bom!

Manuel Pedro Ferreira Fidalgo Martins

O livro é muito bom! Recomendo vivamente! Parabéns à autora!

SOBRE O AUTOR

Isabela Figueiredo

Isabela Figueiredo Nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963, filha de portugueses oriundos da zona Centro-Oeste de Portugal. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Especializou-se em Estudos sobre as Mulheres na Universidade Aberta. Trabalhou como jornalista no Diário de Notícias entre 1988 e 1994, onde foi também coordenadora do suplemento DN Jovem. Foi professora de português no ensino secundário. Escreveu Conto É Como Quem Diz, novela que recebeu o primeiro prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias, Caderno de Memórias Coloniais, cuja edição francesa foi finalista do Prémio Femina Estrangeiro, e A Gorda, obra que recebeu o Prémio Literário Urbano Tavares Rodrigues. Estas duas obras alcançaram grande êxito junto do público e da crítica, especialmente em Portugal e no Brasil, sendo constantemente reimpressas. Escreve regularmente para o seu blogue Novo Mundo (http://novomundoperfeito.blogspot.com).

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