Caderno de Lembranças

de Agostinho da Silva
Editor: Zéfiro, junho de 2006 ‧
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«O manuscrito cujo texto estabelecido se apresenta aqui foi elaborado por Agostinho da Silva em 1986, quando então contava oitenta anos de vida. Permaneceu inédito, no entanto, ao longo dos últimos dois decénios, junto a tantas outras páginas interessantes que escreveu e que, por um motivo ou outro, não tendo sido igualmente publicadas, quedaram guardadas nos arquivos cuidadosamente mantidos pelo seu primogénito, o antropólogo e professor da Universidade Federal da Bahia, Pedro Manuel Agostinho da Silva [...]»
Amon Pinho Davi e Romana Valente Pinho, in Introdução

Caderno de Lembranças

de Agostinho da Silva

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728958251
Editor: Zéfiro
Data de Lançamento: junho de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 240 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 86
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ventos da Lusophia
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789728958251

SOBRE O AUTOR

Agostinho da Silva

George Agostinho Baptista da Silva ficará para a memória do mundo de língua portuguesa pelo saber desafiante e pluridimensional, aliado à incomparável ação de intervenção cultural durante o séc. XX de todo o mundo lusófono. Nascido a 13 de fevereiro de 1906 no Porto, termina a licenciatura em Letras aos 22 anos e o doutoramento aos 23, ambos com 20 valores, summa cum laude, inédito para a época. Impossibilitado de trabalhar no ensino superior por colaborar na Seara Nova, dá continuidade à carreira no ensino liceal, iniciada em 1928. Por encargo da Junta de Educação Nacional, funda em 1931 o Centro de Estudos Filológicos e desloca-se a Paris onde, até 1933, desenvolve estudos na Sorbonne e no Collège de France. Em 1935, em Aveiro, é demitido do ensino oficial: recusara-se a assinar a declaração que atestava não pertencer ou vir a pertencer a qualquer associação secreta. Vivendo de explicações e aulas em colégios particulares e da publicação de centenas de Cadernos de Divulgação Cultural e Biografias, percorre o país difundindo o saber e a cultura em associações e agremiações populares. Encarcerado pela Pide durante 18 dias no Aljube, obrigado a residência fixa, e vendo-se com cada vez mais reduzidas hipóteses de trabalho, emigra para o Brasil em 1944, fundando universidades e centros de investigação por toda a América Latina, sendo também assessor do presidente Jânio Quadros. Naturalizado brasileiro em 1959, promotor da criação da CPLP, regressa a Portugal em 1969. Aposentado como professor universitário no Brasil, é reintegrado no ensino superior por decreto presidencial, com direito a todos os vencimentos retroativos que aplica, em 1976, num Fundo que até hoje se mantém para atribuição anual do prémio D. Dinis a estudantes. Com marcante participação na rádio e TV, presença em revistas, congressos e conferências, recebe honrarias, títulos e medalhas. Depois de ter publicado mais de 200 títulos em Portugal e no Brasil, e de, em 1992, ter obtido de novo a nacionalidade portuguesa, em 3 de abril de 1994 atinge «um silêncio tão de espanto /que era todo o universo à sua volta/ um seduzido canto». Assim rezam os seus versos na lápide do Alto de São João.

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