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Bordados

de Marjane Satrapi
Editor: Levoir, outubro de 2020 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
O termo francês Broderies, além de bordado, significa igualmente uma conversa descontraída entre mulheres, mas também uma cirurgia reconstrutiva do hímen de modo a simular a virgindade.

Todas estas diferentes acepções estão igualmente presentes nas conversas em que sete mulheres da família Satrapi aproveitam para ventilar o coração.

Conversas que Marjane escutou e que nos transmite de forma simultaneamente sensível, divertida e comovedora.

Bordados

de Marjane Satrapi

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896828684
Editor: Levoir
Data de Lançamento: outubro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 180 x 249 x 10 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 144
Tipo de produto: Livro
Coleção: Novela Gráfica - VI Série
Classificação Temática: Livros em Português > Banda Desenhada > Novela Gráfica
EAN: 9789896828684

Marjane Satrapi de volta numa obra bem-humorada

CF

Marjane Satrapi volta à novela gráfica autobiográfica, depois de Persépolis. Contudo, desta vez toda a história decorre numa única tarde, passada em conversa entre mulheres. Embora "Bordados" não seja uma obra arrebatadora como "Persépolis", tem frequentes passagens muito divertidas, embora o humor também esteja presente em episódios da maior obra de Marjane Satrapi. Recomendo a leitura a todos os adultos. Pena que se leia tão rapidamente!

Ventilar o coração

Sandra Almeida Junça

À semelhança de Persepólis, Marjane Satrapi traz-nos uma banda desenhada riquíssima em história e ideias, mas simples no traço, o que lhe confere ainda mais significado. Bordado tem neste livro um triplo sentido: 1) é um adorno de tecido ou pele com costuras feitas em relevo; 2) é uma fofoca ou um mexerico entre várias pessoas; 3) é a reconstrução cirúrgica do hímen para simular a conservação da virgindade. Marjane Satrapi reúne neste livro um conjunto de mulheres e cada uma conta a sua história ou a de outra não presente, tecendo um conjunto de bordados, alguns com costuras dolorosas. Ventilam o coração, tecendo bordados com as suas vidas e as vidas dos outros. Ser mulher ainda não é, no séc. XXI, uma liberdade concedida a todas e na cultura muçulmana, apesar da sua riqueza histórica noutras dimensões, há um longo caminho a percorrer no que ao feminismo diz respeito. Marjane Satrapi assume um papel fundamental na luta a favor da liberdade das mulheres muçulmanas, contando as suas histórias de uma forma gráfica e de fácil acesso a todos, no mundo inteiro. Admiro profundamente o trabalho desta artista e recomendo vivamente a sua leitura

Bordados

Andreia Almeida

Quem diria que a palavra ´´broderies´´ tinha tantos significados em francês! Esses vários significados iluminam este pequeno livro de BD (ou novela gráfica). Adorei!

Obrigatório!

IC

O meu segundo livro preferido da Marjane Satrapi (o primeiro é o Persépolis). Leitura obrigatória para perceber a importância do feminismo.

SOBRE O AUTOR

Marjane Satrapi

Marjane Ebrahimi (Rasht, Irão, 22 de novembro de 1969 – Paris, 4 de junho de 2026). Aos catorze anos, os pais puseram-na a estudar na Áustria durante quatro anos, para a proteger da guerra Irão-Iraque. Regressou ao Irão para estudar Belas-Artes em Teerão. Aos vinte e quatro anos, decidiu mudar-se para França. Foi lá que escreveu Persepolis (L’Association), uma banda desenhada que relata a sua juventude marcada pela revolução e pela guerra no Irão, o seu desenraizamento pessoal e a sua chegada à Europa. A saga autobiográfica vendeu vários milhões de exemplares e foi traduzida em mais de cem línguas. O jornal The New York Times classificou o livro como o segundo melhor dos últimos trinta anos. Satrapi publicou ainda dois outros livros de banda desenhada passados no Irão: Broderies (L’Association) e Poulet aux prunes (L’Association, vencedor do prémio Melhor Álbum no Festival de Angoulême 2004).
Marjane afastou-se então da banda desenhada para se dedicar ao cinema e à pintura. Os seus dois primeiros filmes, correalizados com Winshluss, que participa nesta obra, são adaptações das suas obras: o desenho animado Persépolis, que ganhou dois Césares e foi nomeado para um Óscar, e o filme em live-action Poulet aux prunes. O seu primeiro filme não adaptado de uma das suas obras, The Voices, ganhou prémios no Festival L’Étrange e no Festival de Gérardmer. O projeto seguinte foi Radioactive, uma biografia sobre a radioatividade e Marie Curie.
Atrás da câmara, frente à tela ou nas bandas desenhadas, a artista Marjane Satrapi enaltece o pensamento independente e a luta quotidiana pela liberdade. Moveu céus para apoiar a revolta iraniana.

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