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Borboletas que Bebem Lágrimas dos Crocodilos

Contos e crónicas

de Aida Gomes
Editor: Visgarolho Editora, novembro de 2024 ‧
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EM STOCK -
Quantas vidas cabem numa vida? Quantas pessoas, quantas histórias, quantas geografias? E o quanto, de mau e bom, temos todos em comum, pelo meio de tanta diferença? Eis o que este livro nos traz: um conjunto de contos e crónicas, tão diversos nas cores, cheiros, personagens e enredos.

Numa língua plástica e maleável, às vezes mais portuguesa, outras vezes mais angolana, cabo-verdiana ou brasileira, Aida Gomes confirma a coragem e a força desconcertante anunciada em Os Pretos de Pousaflores, seu romance de estreia.

Uma força temperada pela surpresa vocabular, pela hipálage inesperada e, sobretudo, pelo humor desconcertante. É para isto que serve a literatura: para fixar aquilo que não conseguimos ver ou deixamos escapar, para nos lembrar a nossa condição humana e a nossa capacidade de (sor)rir.

Borboletas que Bebem Lágrimas dos Crocodilos

Contos e crónicas

de Aida Gomes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789893505069
Editor: Visgarolho Editora
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 151 x 229 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 150
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789893505069

A não perder !

Mónica Mil-Homens

Conhecia muito pouco do que aprendi com este livro. De uma forma bem disposta, bem humorada são descritos acontecimentos marcantes e que nos fazem refletir que aquilo que temos como garantido aqui em Portugal, não acontece nos PALOP e em países onde o conflito armado impera (eu sei que a maioria das pessoas já sabe isso, mas nunca é demais referir). A escrita de Aida Gomes faz com que seja possível “sentir” os cenários descritos e imaginar o que os vários protagonistas destas histórias nos querem transmitir e julgo que toda a narrativa, através dos diversos contos, nos seja para ensinar que definitivamente se aplica o “todos diferentes, mas todos iguais” e que “o sangue que nos corre nas veias é vermelho para toda a espécie”. Gostei muito, foi diferente, fez-me refletir várias vezes e recomendo sem dúvida a leitura.

SOBRE O AUTOR

Aida Gomes

Nascida no Lundimbale, Huambo, Angola, Aida Gomes vive desde 1985 na Holanda onde estudou Ciências Sociais e fez um mestrado sobre processos históricos e políticos na África Subsariana (Universidade Radboud de Nijmegen). Trabalhou e residiu no Camboja, em Moçambique, no Suriname, em Angola, na Libéria, no Sudão e na Guiné-Bissau. Desenvolveu actividade em projectos comunitários para jovens, na formação para jornalistas e na construção de paz e diálogo político. A sua experiência profissional em missões de paz da ONU está marcada por situações de conflito ou pós-conflito, por vezes em condições extremas de subdesenvolvimento e caos tecnocrata. Viu alguns países renascerem da mais cruel violência com sorrisos de vitória, e viu outros perderem a esperança de um dia conseguirem livros, uma estrada alcatroada, uma cama limpa num hospital e líderes políticos um pouco menos maus do que o habitual. Escreve porque a beleza anda por aí aos pontapés e acredita, tal como a avó de Saramago, que o mundo é muito bonito e é uma pena um dia termos de o deixar.

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