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Benkos Biohò - O Escravo Livre ou o Rei da Matuna

de Djemâa Chraïti
Editor: Astrolábio Edições, setembro de 2022 ‧
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As primeiras actividades comerciais transatlânticas de seres humanos tiveram efeitos devastadores. No início do século XVII, os portugueses são os mestres da navegação. Tiram os africanos da sua terra, vendem-nos ou deportam-nos para o Novo Mundo. Benkos Biohò, capturado na sua Guiné natal, será o primeiro escravo com quem a coroa de Espanha vai ter de negociar na Colômbia e assinar um tratado de paz. Escravo fugitivo criará uma nova cidade africana no coração da Nova-Granada e a ele se juntarão centenas de outros marrons.

O sofrimento e as chicotadas descritas ao longo deste livro, marcam o terror e a submissão imposta aos escravos, mas as lutas e as numerosas rebeliões mostram também uma resistência ignorada por demasiado tempo.

Trata-se de uma crónica histórica sobre a escravatura que retrata um dos maiores genocídios da História e de uma biografia romanceada de um herói, corajoso, em busca da liberdade e que se tornará uma referência dos movimentos de libertação posteriores ao seu tempo.

Benkos Biohò - O Escravo Livre ou o Rei da Matuna

de Djemâa Chraïti

Propriedade Descrição
ISBN: 9789893739105
Editor: Astrolábio Edições
Data de Lançamento: setembro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 224 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 238
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789893739105

SOBRE O AUTOR

Djemâa Chraïti

Djemâa Chraïti, escritora tunisino-suíça, autora de várias obras, é uma agrimensora do mundo e são os relatos ouvidos que lhe abrem as portas do desconhecido. Fiel à tradição oral, recolhe memórias dos povos e transpõe-nas para uma linguagem literária para encontrar o eco longínquo dos sem voz e escutar este murmúrio que nos vem do fundo dos tempos.
Da África à América, da Mongólia à Amazónia, os seus passos seguem as pisadas dos heróis ou dos xamanes e com o mesmo fervor faz ressuscitar do esquecimento as vozes enterradas.
Ela é uma barqueira, traço de união entre as culturas, cavalga os séculos a galope para oferecer às gerações futuras as raízes do passado a partir das quais elas se irão construir.
Ora bloguista e jornalista, ora escritora e poeta, a sua pluma é uma barca inafundável que ela conduz por todas as tempestades e que modela o mundo nas suas explosões simultaneamente sombrias e sublimes.

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