Avalanche

de Pedro Mexia
Editor: Quasi Edições, abril de 2001 ‧
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Se quisermos definir a particular condição do discurso poético que este livro põe em jogo, uma palavra que serve de título a um dos poemas iniciais, sob certas condições, revela-se adequada: «Paráfrase». Corresponde essa «paráfrase» a um exercício deste tipo: «Este poema começa por te comparar/ com as constelações, / com os seus nomes mágicos/ e desenhos precisos, / e depois/ um jogo de palavras indica/ que sem ti a astrono¬mia/ é uma ciência infeliz. / Em seguida, duas metáforas/ introduzem o tema da luz/ e dos contrastes/ petrarquistas que existem/ na mulher amada (...)» Da maneira mais evidente, o poema alude a si próprio, não para entrar em sofis¬ticações especulativas — essa osmose de discurso meio poetizante e meio filosófico sobre si mesmo - mas para mostrar, em acto, aquilo que diz.

Avalanche

de Pedro Mexia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728632694
Editor: Quasi Edições
Data de Lançamento: abril de 2001
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Páginas: 84
Tipo de produto: Livro
Coleção: Uma existência de papel
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789728632694
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Pedro Mexia

Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972, crítico e cronista em vários jornais, nomeadamente Diário de Notícias (1998-2007), Público (2007-2011) e Expresso (desde 2011), subdiretor e diretor interino da Cinemateca Portuguesa (2008-2010) e vogal do conselho diretivo da Fundação Centro Cultural de Belém (2016-2023). Escreveu regularmente na revista LER. Participou em diversos projetos das Produções Fictícias, como, por exemplo, É a Cultura, Estúpido (Teatro São Luiz); O Eixo do Mal (SIC Notícias); O Inimigo Público (suplemento do Público); Os Culturistas e O Que Fica do Que Passa (Canal Q). Manteve rubricas de cinema na Rádio Renascença (meados dos anos 1990) e na Antena 3 (2015-2016). Foi coautor, com Inês Meneses, de PBX (2015-2023), um programa da Radar e um podcast do Expresso. Publicou oito coletâneas de poesia entre 1999 e 2021. Editou oito volumes de crónicas e o penúltimo, Lá Fora, venceu o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários da Associação Portuguesa de Escritores – APE em 2018, editou cinco volumes de diários e a peça Suécia (2023), a convite do Teatro Nacional São João. A 10 de março de 2025, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

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