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As Virgens Loucas

de António Aurélio Gonçalves
Editor: Cena Lusófona, dezembro de 2000 ‧
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«Quando, à meia noite, se ouviu gritar: Eis aí vem o esposo, saí a recebê-lo;
Então se levantaram todas aquelas virgens, e prepararam todas as suas lâmpadas.
E disseram as fátuas às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.
Responderam as prudentes dizendo: Para que não suceda, talvez, faltar-nos ele a nós e a vós, ide, antes, aos que o vendem, e comprai, o que haveis mister.
E enquanto elas foram a comprá-lo, veio o esposo; e as que estavam apercebidas entraram com ele a celebrar as bodas, e fechou-se a porta.
E, por fim, vieram, também, as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos.
Mas ele respondendo, lhes disse: na verdade, vos digo que vos não conheço.»

Evangelho segundo S. Mateus - 25


Na sua versão original, As Virgens Loucas, do cabo-verdiano António Aurélio Gonçalves, é uma novela com uma componente teatral muito forte.

Foi essa teatralidade (conferida pelas personagens, pelo tempo e pelo espaço da acção) que levou Cândido Ferreira a adaptar o texto e a encená-lo no Mindelo, em 1996, com o Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo.

O livro reúne as duas versões - a novela original e a adaptação de Cândido Ferreira.

As Virgens Loucas

de António Aurélio Gonçalves

Propriedade Descrição
ISBN: 9789729828164
Editor: Cena Lusófona
Data de Lançamento: dezembro de 2000
Idioma: Português
Dimensões: 126 x 193 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 80
Tipo de produto: Livro
Coleção: Coleção de Teatro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Teatro (Obra)
EAN: 9789729828164

SOBRE O AUTOR

António Aurélio Gonçalves

António Aurélio Gonçalves nasceu na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, a 25 de setembro de 1901, onde viria a falecer, vítima de atropelamento, a 30 de setembro de 1984. Concluídos os preparatórios do ensino liceal no antigo seminário-liceu de São Nicolau, seguiu para Portugal em 1917, onde permaneceu até aos inícios de 1939 e frequentou o ensino universitário, vindo, após algumas passagens por três faculdades, a concluir o curso de Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras de Lisboa. Nesta cidade, durante os vinte e dois anos que aí viveu, dedica-se intensamente à vida literária, tendo publicado, entre colaboração dispersa por alguns periódicos, um ensaio que ainda hoje se mantém atual: "Aspectos da Ironia de Eça de Queirós". Regressa a Cabo Verde e a par da atividade de professor do ensino liceal consagra-se à literatura de ficção. Novelista, crítico, ensaísta, figura de destaque das letras cabo-verdianas, com títulos publicados nestas diversas áreas, tem, reunidas em "Noite de Vento" algumas das narrativas mais conseguidas da literatura de Cabo Verde. O mesmo se aplica com toda a justiça a "Terra da Promissão".

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