As Mulheres de Afonso III
SINOPSE
Neste romance histórico, o trono de Portugal é observado através das sombras em que viveram as mulheres que amaram, temeram e desafiaram D. Afonso III.
Mas quem era o homem por trás das cortinas do poder?
Que mulheres marcaram a sua vida e influenciaram o seu reinado?
E quem pagou o preço das suas escolhas, na corte e no reino?
Um romance histórico original sobre um reinado determinante através dos relatos das mulheres que ajudaram a construir Portugal. Aqui, narram os seus sonhos, os seus corpos usados como moeda de troca ou como território de prazer. Falam das noites em que não dormiram e das guerras que travaram sem nunca empunhar uma espada.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897248610 |
| Editor: | Clube do Autor |
| Data de Lançamento: | março de 2026 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 153 x 237 x 25 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 400 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789897248610 |
OPINIÃO DOS LEITORES
“Sombras do poder”
Blogue: biblioteca jmo - João Marques de Oliveira
O romance As Mulheres de Afonso III, de Maria Antonieta Costa, insere-se na tradição do romance histórico português, mas distingue-se pela perspetiva adotada: a história não é centrada no rei D. Afonso III, nas “sombras do poder” as mulheres que gravitaram em torno do seu poder. A autora constrói uma narrativa que explora o contraste entre o dever régio e o desejo pessoal, apresentando um rei dividido entre a razão de Estado e as suas paixões. Contudo, o maior mérito da obra está na inversão do olhar histórico: são as vozes femininas — frequentemente silenciadas pela historiografia tradicional — que ganham protagonismo e reinterpretam o reinado a partir das margens do poder. Essas mulheres surgem como figuras complexas, não apenas como amantes ou peças políticas, “moeda” de alianças, “objecto” de prazer, revelando a dureza da condição feminina na Idade Média. Mas antes como mulheres com vontade, sofrimento e estratégias próprias. Do ponto de vista literário, a escrita de Maria Antonieta Costa privilegia uma abordagem sensorial e intimista, aproximando o leitor das emoções e dilemas das personagens. A recriação histórica é consistente, sustentada pelo conhecimento académico da autora, mas nunca se sobrepõe à dimensão humana da narrativa. O resultado é um equilíbrio eficaz entre rigor histórico e dramatização ficcional. Em síntese, As Mulheres de Afonso III é um romance que revisita a História de Portugal através de uma lente feminina e emocional, valorizando personagens frequentemente esquecidas. Mais do que um retrato de um rei, é uma reflexão sobre poder, desejo e o preço invisível das decisões políticas — pago, muitas vezes, por quem não empunhava a espada, mas sofria as suas consequências.
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