As Literaturas em Língua Portuguesa
(Das origens aos nossos dias)
SINOPSE
Faltava essa dimensão universal ao olhar sabiamente traçado na História da Literatura Portuguesa, de Antonio Jose Saraiva e Óscar Lopes, saída em 1959. Além de que lhe faltava um olhar diferente sobre um mundo novo, que muito mudou o mundo desde esse longínquo 1959. E também um olhar que pudesse ser percebido pelos milhares de aprendentes do Português em todas as longitudes, com os seus condicionalismos próprios: um público heterogéneo, com patamares de conhecimento muito assimétricos, com interesses diversificados. Ou seja: uma obra acessível, mas rigorosa, útil a quem se limita à superfície das coisas, mas não menos instrumental para quem pretende descer mais fundo na sua reflexão e no seu conhecimento.
Tal é o roteiro deste As Literaturas em Língua Portuguesa, traçado pela mão experiente e conhecedora de José Carlos Seabra Pereira.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789896169466 |
| Editor: | Gradiva |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2020 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 168 x 239 x 47 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 792 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
História da Literatura
|
| EAN: | 9789896169466 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Quase excelente
Leitor atento
A obra _As Literaturas em Língua Portuguesa_, do Professor da Universidade de Coimbra José Carlos Seabra Pereira, é a mais recente perspectiva global sobre a literatura produzida na nossa língua. Dir-se-ia que completa as histórias da literatura publicadas até hoje: a História da Literatura Portuguesa_, de António José Saraiva e Óscar Lopes, a _História da Literatura Portuguesa_ publicada pela Alfa (cujo volume VII é dedicado às «Correntes Contemporâneas», dirigido por Óscar Lopes e Maria de Fátima Marinho) e a _História Crítica da Literatura Portuguesa_ dirigida por Carlos Reis (de que Seabra Pereira participa com o volume sobre o Simbolismo e Fim-de-Século), a que dá novo sentido crítico. Além disso, é uma actualização dos dicionários de literatura (como a enciclopédia Biblos, da Verbo, e o dicionário dirigido por Prado Coelho, da Figueirinhas). § Nenhuma das obras anteriores inclui referências extensas às literaturas brasileira e africana (se exceptuarmos alguns verbetes dos dicionários, em particular na actualização do de Prado Coelho), nem às literaturas orientais escritas em português. Outra característica destas _As Literaturas em Língua Portuguesa_ é a atenção crescente (e directamente proporcional à atenção decrescente que recebe nas obras anteriormente mencionadas) que se vai dando à literatura mais recente (é difícil encontrar uma síntese tão completa e inteligente da literatura das últimas décadas, apesar do extraordinário volume IX da _História Crítica da Literatura Portuguesa_, escrito por Carlos Reis). § Se é assim, porque é «quase» excelente e não simplesmente? Porque não tem bibliografia nem notas, o que é verdadeiramente de lamentar e a que nenhuma contingência editorial se deveria ter sobreposto (tem, contudo, um índice alfabético remissivo). O leitor que começa o seu estudo não tem orientação para o continuar — e é inevitável ter de recorrer às obras já mencionadas (em particular aos nove volumes da _História Crítica da Literatura Portuguesa_). Mas, sublinhe-se, é uma obra notável, escrita com uma lucidez e objectividade exemplares por uma das maiores autoridades dos estudos literários do nosso país.
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