As Literaturas em Língua Portuguesa

(Das origens aos nossos dias)

de José Carlos Seabra Pereira
Editor: Gradiva, fevereiro de 2020 ‧
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Português é língua de muitas culturas e muitas literaturas, pelo menos tantas quantos os países que a falam (bem mais do que eles, em boa verdade). Fiquemo-nos pela literatura: a aprendizagem da língua portuguesa tem de andar de par com um olhar sobre os textos e escritores que dela fizeram uso, em África, ou melhor, nas várias Áfricas, por serem plurais os territórios do Português e suas literaturas, no Oriente, particularmente em Macau, em Timor e na India, e no Brasil.
Faltava essa dimensão universal ao olhar sabiamente traçado na História da Literatura Portuguesa, de Antonio Jose Saraiva e Óscar Lopes, saída em 1959. Além de que lhe faltava um olhar diferente sobre um mundo novo, que muito mudou o mundo desde esse longínquo 1959. E também um olhar que pudesse ser percebido pelos milhares de aprendentes do Português em todas as longitudes, com os seus condicionalismos próprios: um público heterogéneo, com patamares de conhecimento muito assimétricos, com interesses diversificados. Ou seja: uma obra acessível, mas rigorosa, útil a quem se limita à superfície das coisas, mas não menos instrumental para quem pretende descer mais fundo na sua reflexão e no seu conhecimento.
Tal é o roteiro deste As Literaturas em Língua Portuguesa, traçado pela mão experiente e conhecedora de José Carlos Seabra Pereira.

As Literaturas em Língua Portuguesa

(Das origens aos nossos dias)

de José Carlos Seabra Pereira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896169466
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: fevereiro de 2020
Idioma: Português
Dimensões: 168 x 239 x 47 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 792
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > História da Literatura
EAN: 9789896169466

Quase excelente

Leitor atento

A obra _As Literaturas em Língua Portuguesa_, do Professor da Universidade de Coimbra José Carlos Seabra Pereira, é a mais recente perspectiva global sobre a literatura produzida na nossa língua. Dir-se-ia que completa as histórias da literatura publicadas até hoje: a História da Literatura Portuguesa_, de António José Saraiva e Óscar Lopes, a _História da Literatura Portuguesa_ publicada pela Alfa (cujo volume VII é dedicado às «Correntes Contemporâneas», dirigido por Óscar Lopes e Maria de Fátima Marinho) e a _História Crítica da Literatura Portuguesa_ dirigida por Carlos Reis (de que Seabra Pereira participa com o volume sobre o Simbolismo e Fim-de-Século), a que dá novo sentido crítico. Além disso, é uma actualização dos dicionários de literatura (como a enciclopédia Biblos, da Verbo, e o dicionário dirigido por Prado Coelho, da Figueirinhas). § Nenhuma das obras anteriores inclui referências extensas às literaturas brasileira e africana (se exceptuarmos alguns verbetes dos dicionários, em particular na actualização do de Prado Coelho), nem às literaturas orientais escritas em português. Outra característica destas _As Literaturas em Língua Portuguesa_ é a atenção crescente (e directamente proporcional à atenção decrescente que recebe nas obras anteriormente mencionadas) que se vai dando à literatura mais recente (é difícil encontrar uma síntese tão completa e inteligente da literatura das últimas décadas, apesar do extraordinário volume IX da _História Crítica da Literatura Portuguesa_, escrito por Carlos Reis). § Se é assim, porque é «quase» excelente e não simplesmente? Porque não tem bibliografia nem notas, o que é verdadeiramente de lamentar e a que nenhuma contingência editorial se deveria ter sobreposto (tem, contudo, um índice alfabético remissivo). O leitor que começa o seu estudo não tem orientação para o continuar — e é inevitável ter de recorrer às obras já mencionadas (em particular aos nove volumes da _História Crítica da Literatura Portuguesa_). Mas, sublinhe-se, é uma obra notável, escrita com uma lucidez e objectividade exemplares por uma das maiores autoridades dos estudos literários do nosso país.

SOBRE O AUTOR

José Carlos Seabra Pereira

Doutor pelas Universidades de Poitiers e de Coimbra, professor da Faculdade Letras de Coimbra e na Universidade Católica; foi professor convidado no Instituto Politécnico de Macau. Coordenador científico do Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos; diretor da revista Estudos (CADC); diretor do Secretariado Nacional para a Pastoral da Cultura (Portugal); membro do Conselho Executivo da Fundação Inês de Castro e do Conselho de Patronos da Fundação Arpad Szenes — Vieira da Silva. Tem integrado os júris dos principais prémios literários de Portugal e da CPLP, nomeadamente do Prémio Camões, do Grande Prémio Leya e dos Prémios da Associação Portuguesa de Escritores. Figura de referência nos Estudos sobre Camões, Decadentismo, Simbolismo, Neo-Romantismo e Modernismo, é autor de cerca de quinhentas conferências e palestras, de numerosos ensaios e estudos monográficos, de edições críticas ou pracríticas (Obras de Gomes Leal, Raul Brandão, Florbela Espanca, etc.), de centenas de artigos em revistas especializadas e verbetes em enciclopédias, e de uma vintena de livros, com destaque para: Decadentismo e Simbolismo na Poesia Portuguesa (1975); Do Fim-de-Século ao Tempo de Orfeu (1979); Autour de la Themátique Politique et de L'Engagement dans la Litterature Portugaise (1982); L'Action Litteraire et ('Oeuvre Poetique de Joao de Barros) (1983); 0 NeoRomantismo na Poesia Portuguesa (1999), 2 vols.; vol. VII da História Critica da Literatura Portuguesa: Do Fim-De-Século ao Modernismo (1995); Antonio Nobre: Projecto e Destino (2000); 0 Essencial sobre Antonio Nobre (2001); 0 Tempo Republicano da Literatura Portuguesa (2010); Aquilino — a escrita vital (2014), Premio de Ensaio da Associação Portuguesa de Críticos Literários; 0 Delta Literário de Macau (Macau, 2015), Prémio de Ensaio da Associação Portuguesa de Escritores.

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