Às Duas Horas da Manhã
Editor:
Companhia das Ilhas, março de 2024 ‧
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SINOPSE
Esta é uma peça contra as virtudes badaladas do progresso sem fim em que andamos metidos narrativamente, pelo menos desde o início do consumo em massa, da sociedade do espectáculo e do consumo de massas. Opta por estar na contracorrente. Sobe o rio a caminho da nascente. É o incómodo total, nenhuma corrente a favor.
Para isso, é uma experiência radical na forma, mesmo sem um corte absoluto com a tradição, antes a cavalo nela. Um texto que aposta num devir cénico sem receita e que revisita formas monologadas reconhecíveis — a primeira cena — e outras, a terceira e a entrevista de emprego, logo a seguir, que são teatros que não fogem à convenção, antes as usando. Mas os discursos ganham outras formas e a presença do autor está por toda a parte.
A ideia de uma personagem autónoma reivindicando uma existência própria não existe — algumas naufragam e de repente são visitadas pelo autor tão aflito quanto elas. Os discursos remetem, mais directa ou menos directamente, para um sujeito de enunciação autoral que, e essa talvez seja a novidade, se apresenta também num estado caótico, expondo a sua fragilidade e nenhumas certezas.
Não há teses neste teatro, há indagações em devir, reflect/acção, um caminhar possível para a introspecção que se faz análise, um bruto dos dados a associar para ensaiar como as palavras se ordenam enquanto compreensão através do jogo e da fala, actos físicos íntegros, complementares e integrados.
O autor também se despe, nada vela, nem as memórias familiares íntimas. Quando Lisa fala dos pais, vemos Richter a falar dos seus, dessa incomunicabilidade que nunca permitiu o encontro e que quando se tornou evidente já era tardia.
Para isso, é uma experiência radical na forma, mesmo sem um corte absoluto com a tradição, antes a cavalo nela. Um texto que aposta num devir cénico sem receita e que revisita formas monologadas reconhecíveis — a primeira cena — e outras, a terceira e a entrevista de emprego, logo a seguir, que são teatros que não fogem à convenção, antes as usando. Mas os discursos ganham outras formas e a presença do autor está por toda a parte.
A ideia de uma personagem autónoma reivindicando uma existência própria não existe — algumas naufragam e de repente são visitadas pelo autor tão aflito quanto elas. Os discursos remetem, mais directa ou menos directamente, para um sujeito de enunciação autoral que, e essa talvez seja a novidade, se apresenta também num estado caótico, expondo a sua fragilidade e nenhumas certezas.
Não há teses neste teatro, há indagações em devir, reflect/acção, um caminhar possível para a introspecção que se faz análise, um bruto dos dados a associar para ensaiar como as palavras se ordenam enquanto compreensão através do jogo e da fala, actos físicos íntegros, complementares e integrados.
O autor também se despe, nada vela, nem as memórias familiares íntimas. Quando Lisa fala dos pais, vemos Richter a falar dos seus, dessa incomunicabilidade que nunca permitiu o encontro e que quando se tornou evidente já era tardia.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789899154339 |
| Editor: | Companhia das Ilhas |
| Data de Lançamento: | março de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 140 x 220 x 9 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 84 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Teatro (Obra)
|
| EAN: | 9789899154339 |