As Cartas de Foral de Alfândega da Fé

(1294-1510)

de Francisco José Lopes
Editor: Lema d`Origem, junho de 2015 ‧
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Este livro agora publicado é mais um contributo importante para a história do concelho de Alfândega da Fé, integrando-o na história de Portugal, permitindo-nos perceber que desde 8 de maio de 1294, com um pequeno interregno (1895-1898) e algumas mudanças nos seus limites, Alfândega da Fé é um concelho velho de mais de sete séculos!
O livro descreve alguns aspectos económicos, jurídicos, fiscais, demográficos e outros ao longo destes séculos e embora já muito aqui fique clarificado, ainda muito há a investigar e a escrever sobre este território, antes da época medieval que o livro descreve nestes séculos de existência como concelho.
Conhecer a história local é importante para melhor se perceber o passado e o presente, contribuindo para reforçar a identidade local, um dos aspectos importantes da auto estima e da motivação para trabalhar pelo progresso destas terras e das gentes que as habitam.
Há lugar a celebrar esta data (8 de maio de 1294) e este acontecimento (o foral de D. Dinis) porque ambos são fundadores da identidade do concelho e iniciaram o percurso duma comunidade que soube resistir e sobreviver a tempos difíceis e crescer nos tempos de maior prosperidade.
Hoje Alfândega da Fé é um concelho moderno, mas sofre os problemas da interioridade e da centralização excessiva do nosso país, nomeadamente, perda da população e falta de oportunidades de emprego que permitam fixar as gentes que cá nascem e atrair "novos povoadores", ou seja, para a atualidade, algo semelhante ao que fez D. Dinis no final do século XIII, quando lhe deu carta de foral!
A não cuidar-se deste grave problema pode estar em causa o futuro deste concelho com mais de sete séculos, a quem já foi retirado o tribunal, sendo substituído por uma "secção de proximidade" em 2012, por um governo pouco sensível à coesão territorial e ao direito de acesso à justiça que o foral já tinha consagrado, como forma de povoar este território, como refere o autor.
O poder local democrático, depois do 25 de Abril de 1974 e a adesão à Comunidade Económica Europeia, contribuíram para a modernização e o desenvolvimento do concelho e para a melhoria da qualidade de vida de quem cá habita, mas apesar de todos os progressos não temos conseguido fixar as pessoas e sofremos do maior mal que é a perda da população. Esta perda de população, como referi, pode colocar em causa o futuro.
No entanto, olhando a história aqui relatada, temos de perceber que já houve tempos mais difíceis e este concelho soube encontrar os meios para sobreviver e prosperar.
Esta é pois uma história de sucesso e de conseguimento e dá-nos esperança e motivação para continuar a trabalhar por um futuro melhor.

Dr.ª Berta Nunes

As Cartas de Foral de Alfândega da Fé

(1294-1510)

de Francisco José Lopes

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898342584
Editor: Lema d`Origem
Data de Lançamento: junho de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 195 x 274 x 19 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 208
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789898342584

SOBRE O AUTOR

Francisco José Lopes

Alfândega da Fé, 1955.
Licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, foi professor do ensino básico e secundário de 1978 a 2014, tendo exercido a profissão docente em várias escolas do país (Elvas, Espinho, Portalegre e Torre de Moncorvo) mas particularmente em Alfândega da Fé.
Tem dezena e meia de livros publicados na área da história e cinco de poesia: No Tempo das Musas, 1999, edição de autor, Vila Nova de Gaia, (2ª edição, da CMAFE, 2001); Memórias do Tempo, 2001, edição de autor, Vila Nova de Gaia; No Tempo das Palavras, 2003, edição da CMAFE, Porto; Percursos, edição da Lema d'Origem, Águeda, 2014; Apenas Madrugada, edição da Lema d'Origem, Águeda, 2018.
Está representado nas seguintes coletâneas: "Entre o sono e o sonho", Antologia da Poesia Contemporânea, Vol. V, Chiado Editora, 2014; "40 Poetas Transmontanos de Hoje", vol. I, Academia de Letras de Trás-os-Montes/Âncora Editora, 2017; "Entre o sono e o sonho", Antologia da Poesia Contemporânea, Vol. X, Chiado Editora, 2018; "O Sol é Secreto – poetas celebram Eugénio de Andrade", Câmara Municipal do Fundão, 2019; "O Sangue dos Rios – poetas celebram Fernando Namora", Câmara Municipal do Fundão, 2019.
Colaborou nos VII Cadernos de Poesia – 2021, do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual. A sua obra poética foi abordada criticamente em Escritas do Nordeste – Ensaios e recensões sobre autores Transmontanos, Carviçais, Lema d'Origem, 2017 e Tonalidades da Literatura Transmontana, Lisboa, Guerra e Paz Editores, 2020, da autoria de Norberto Veiga.

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