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Arquipatologia

Tratados I - IX

de Filipe Montalto
Editor: Edições Colibri, Janeiro de 2018 ‧
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A Arquipatologia é uma obra imensamente relevante na história da psiquiatria, da filosofia da mente e das neurociências, em que o rigor científico e o engenho clínico se reforçam mutuamente.
Com efeito, o autor move-se com grande desenvoltura no domínio do conceito e da explicação, ao mesmo tempo que revela uma grande atenção à singularidade do caso individual e ao tratamento mais ajustado a cada paciente.
Traduzir uma obra como a Arquipatologia exige competências no âmbito de várias disciplinas, em especial: estudos clássicos, história da ciência, medicina e filosofia.
Daí que o exercício de tradução tenha sido acompanhado, ao longo de três anos, de um trabalho regular de Seminário para apuramento do contexto histórico-cultural, da biografia de Filipe Montalto e da significação da sua obra.

Arquipatologia

Tratados I - IX

de Filipe Montalto

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896896775
Editor: Edições Colibri
Data de Lançamento: Janeiro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 161 x 231 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 410
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Psicanálise
EAN: 9789896896775

SOBRE O AUTOR

Filipe Montalto

Filipe Elias Montalto, aliás, Elias Filoteu – efetivamente, é assim que o autor assina a Arquipatologia – é o nome adotado pelo cristão-novo Filipe Rodrigues após a sua adesão militante à religião judaica. Natural de Castelo Branco, onde nasceu em 1567, formou-se no ambiente humanístico-renascentista que moldava o ensino da Universidade de Salamanca, na qual fez a licenciatura em medicina, que exerceu até ao final da vida: em Portugal e seguidamente em Itália, para onde fugiu, por volta de 1600, no intuito de escapar à perseguição que, entre nós, era movida aos judeus. Em Florença, publicou um importante tratado médico-filosófico sobre oftalmologia: Optica intra philosophiae, & medicinae aream, de visu, de visus organo, et objecto theoriam. Daí rumou à corte parisiense, em 1612, a convite da regente, Maria de Médicis, na sequência do tratamento bem-sucedido de Leonor Galigai, aia e irmã de leite de Maria de Médicis. O ambiente da corte, aparentemente favorável "aos magos e astrólogos", não impediu Montalto de aí redigir a sua Arquipatologia, que é porventura a mais laica obra de psiquiatria do seu tempo". [da nota prévia, "Arte médica e inteligibilidade científica na Arquipatologia de Filipe Montalto", de Adelino Cardoso]

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