Aquilo que os olhos vêem ou o Adamastor

de Manuel António Pina; Ilustração: José M. Ribeiro e Pedro Aguilar
Editor: Angelus Novus, fevereiro de 2012 ‧
ESGOTADO OU NÃO DISPONÍVEL
A história é contada, em finais do primeiro quarte do séc. XVI, pelo físico e astrólogo Mestre João, que regressa, velho e doente, a Portugal, depois de muitos anos no Oriente, e que, à passagem do Cabo da Boa Esperança, recorda os acontecimentos de que fora, aí, testemunha muitos anos antes.
A acção narrada por Mestre João passa-se no mar, em 1501, no interior de uma nau da frota de Pedro Álvares Cabral, que o mesmo Mestre João acompanhara na sua viagem, primeiro, ao Brasil e, depois, pela rota de Vasco da Gama à Índia.
Regressando à Índia, a nau recolhera então na Angra de S. Brás, perto do Cabo da Boa Esperança, onde fazia aguada, um náufrago (Manuel) que contou uma história fantástica e terrível.

Aquilo que os olhos vêem ou o Adamastor

de Manuel António Pina; Ilustração: José M. Ribeiro e Pedro Aguilar

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728827861
Editor: Angelus Novus
Data de Lançamento: fevereiro de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 188 x 5 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 56
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Infantis e Juvenis > Livros de Referência
EAN: 9789728827861

Aquilo que os olhos vêem ou o Adamastor

Paula Marques

Um livro que foi recomendada no 8.º ano em Português, como início da preparação ao estudo dos Lusíadas de Camões. Muito bom!

Adamastor

Cláudia Lopes

Um excelente livro a ser dado aos alunos do 8 ano. Os diversos tempos descritos estão muito bem ligados, permitindo assim uma viagem fantástica. Fiquei surpreendida com o final. Adorei.

Aquilo que os olhos vêem ou o Adamastor

VLPM

Um livro que foi recomendada leitura, na disciplina de Português-8.º ano, como início da preparação ao estudo dos Lusíadas de Camões. Do poeta e cronista Manuel António Pina. Edição cuidada. Recomendo.

Realidade ou Fantasia?

Susana Rodrigues

Um livro com uma história interessante, em que a meio já não sabemos se estamos a viver a realidade ou uma fantasia. Livro de leitura fácil e rápida. Boa opção para leitura na aula de Português.

Interessante

Isabel Silva

O livro é interessante, o meu filho foi assistir á peça de teatro, então caha o livro mais pressetivel. Recomendo

Acreditar no que se vê ou o que não se vê

Susana Monteiro

O livro é uma peça teatral que retrata no que se acredita, o que é real, no imaginário ou na aquilo que queremos, uma mistura da realidade com o imaginário.

Uma obra a ler...

S. D. Valente

Um texto dramático interessante e apelativo para os mais jovens, que, apesar da alternância entre tempos, aderem bem à sua leitura e ficam curiosos com a personagem Adamastor.

Uma obra a ler...

S. D. Valente

Um texto dramático interessante e apelativo para os mais jovens, que, apesar da alternância entre tempos, aderem bem à sua leitura e ficam curiosos com a personagem Adamastor.

Ver e Ler

Céu L. Pereira

Texto dramático exigente e rico em referências históricas que narra acontecimentos de uma viagem épica e impressionante vividos por uma das personagens...É urgente ler e não esquecer nunca este brilhante autor!!!

Não é fácil ver...

A. Grave

Obra inteligente, mas difícil de produzir e com uma mensagem exigente de captar para o público em geral. As interseções entre passado, presente e futuro não têm uma coesão evidente na leitura. A figura do Adamastor fica, na minha perspetiva, diminuída e confunde-se com um estereotipo da perseguição e da desgraça que empobrece a imagem criada por Camões. A produção cénica dará grandeza ao texto e provocará imagens excelentes, mas sem esse tratamento, a mensagem desilude pela desvinculação deste tema, o do gigante Adamastor, da mística simbólica nacional.

SOBRE O AUTOR

Manuel António Pina

Jornalista e escritor, Manuel António Pina nasceu no ano de 1943, no Sabugal, na Beira Alta, e faleceu a 19 de outubro de 2012, no Porto. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1971, exerceu a advocacia e foi técnico de publicidade. Abraçou a carreira de jornalista no Jornal de Notícias, onde passou a editor. A sua colaboração nos media também se distribui pela rádio e pela televisão.
Autor de livros para a infância e juventude e de textos poéticos, a sua obra apresenta uma grande coesão estrutural e reflete uma grande criatividade, exige do leitor um profundo sentido crítico e descodificador."Brincando" com as palavras e os conceitos, num verdadeiro trocadilho, Manuel António Pina faz da sua obra um permanente "jogo de imaginação", tal labirinto que obriga a um verdadeiro trabalho de desconstrução para se encontrar a saída.
Afirmou-se como uma das mais originais vozes poéticas na expressão pós-pessoana da fragmentação do eu, manifestando, sobretudo a partir de Nenhum Sítio, sob a influência de T. S. Elliot, Milton ou Jorge Luis Borges, uma tendência para a exploração das possibilidades filosóficas do poema, transportando a palavra poética "quer para a investigação do processo de conhecimento quer para a investigação do processo de existência literária" (cf. MARTINS, Manuel Frias - Sombras e Transparências da Literatura, Lisboa, INCM, 1983, p. 72).
Transmissora de valores, muita da sua obra infantil e juvenil é selecionada para fazer parte dos manuais escolares, sendo também integrada em antologias portuguesas e espanholas.
Os seus textos dramáticos são frequentemente representados por grupos e companhias de teatro de todo o país e a sua ficção tem constituído o suporte de alguns programas de entretenimento televisivo, de que é exemplo a série infantil de doze episódios Histórias com Pés e Cabeça, 1979/80.
Como escritor, é autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia - Nenhum Sítio (1984), O Caminho de Casa (1988), Um Sítio Onde pousar a Cabeça (1991), Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância (1992); Farewell Happy Fields (1993), Cuidados Intensivos (1994), Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança (1999), Le Noir (2000), Os Livros (2003); em novela - O Escuro (1997); em texto dramático - História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas (1984), A Guerra Do Tabuleiro de Xadrez (1985); no ensaio - Anikki - Bóbó (1997); na crónica - O Anacronista (1994); e, finalmente, na literatura infantil - O País das Pessoas de Pernas para o Ar (1973), Gigões e Anantes (1978), O Têpluquê (1976), O Pássaro da Cabeça (1983), Os Dois Ladrões (1986), Os Piratas (1986), O Inventão (1987), O Tesouro (1993), O Meu Rio é de Ouro (1995), Uma Viagem Fantástica (1996), Morket (1999), Histórias que me contaste tu (1999), O Livro de Desmatemática e A Noite, obra posta em palco pela Companhia de Teatro Pé de Vento, com encenação de João Luís.
A sua obra tem merecido, frequentemente, destaque, tendo sido já homenageado com diversos prémios, como, por exemplo, o Prémio Literário da Casa da Imprensa, em 1978, por Aquele Que Quer Morrer; o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens e a Menção do Júri do Prémio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, em 1988, por O Inventão; o Prémio do Centro Português de Teatro para a Infância e Juventude, em 1988, pelo conjunto da obra; o Prémio Nacional de Crónica Press Clube/Clube de Jornalistas, em 1993, pelas suas crónicas; o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos Literários, em 2001, por Atropelamento e Fuga; e o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Grande Prémio de Poesia da APE/CTT, ambos pela obra Os Livros, recebidos em 2005. Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Camões. Já a título póstumo foi ainda galardoado com o Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, pelo livro «Como se Desenha uma Casa», e com o Prémio Especial da Crítica dos Prémios de Edição Ler/Booktailors 2012, pelo livro Todas as Palavras – Poesia Reunida.

Manuel António Pina. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR