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Aprender a Ser Enfermeiro
A construção identitária profissional por estudantes de enfermagem
Editor:
Lusociência, outubro de 2012 ‧
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SINOPSE
Aprender a ser Enfermeiro baseia-se numa investigação produzida no âmbito de uma tese de doutoramento em Educação - área de especialização de Formação de Adultos, e pretende constituir um contributo para a compreensão dos processos subjacentes ao modo como desenvolvem os estudantes de enfermagem, ao longo da formação inicial, a sua perspetiva sobre a profissão e respetivos contextos de trabalho, bem como evolui a visão que têm de si próprios enquanto estudantes, pessoas e futuros enfermeiros.
É nesta linha que este trabalho nos apresenta uma viagem inédita, de cariz etnográfico durante quatro anos ao longo de um Curso de Licenciatura em Enfermagem, acompanhando a experiência de um conjunto de cerca de 30 estudantes tal como ela foi vivenciada pelos próprios, desde o primeiro ritual da praxe académica, até ao momento final da cerimónia de encerramento do curso, passando pelos "avassaladores" ensinos clínicos, pelas, por vezes, "aborrecidas" aulas teóricas, pelas dinâmicas aulas laboratoriais, e ainda pelas inúmeras interações físicas e simbólicas que pautam um percurso pleno de aprendizagens e emoções.
Da análise desta experiência resultam, entre outros achados, a ideia de que a construção identitária é um processo dinâmico, de natureza relacional e permanentemente inacabado, e a noção de que os ensinos clínicos se destacam como contextos incontornáveis na construção da identidade profissional dos estudantes, secundarizando outros momentos e atores da formação inicial como o contexto escolar e os professores. Constatou-se, simultaneamente, que ao longo deste processo se desenvolvem algumas ambiguidades identitárias, eventualmente classificáveis como polémicas, e que se estruturam quer em torno de um ideal de "cuidar" sempre nebuloso, quer em torno de um referencial médico sempre gravítico, quer, ainda, em relação à eterna dicotomia relação-técnica.
É nesta linha que este trabalho nos apresenta uma viagem inédita, de cariz etnográfico durante quatro anos ao longo de um Curso de Licenciatura em Enfermagem, acompanhando a experiência de um conjunto de cerca de 30 estudantes tal como ela foi vivenciada pelos próprios, desde o primeiro ritual da praxe académica, até ao momento final da cerimónia de encerramento do curso, passando pelos "avassaladores" ensinos clínicos, pelas, por vezes, "aborrecidas" aulas teóricas, pelas dinâmicas aulas laboratoriais, e ainda pelas inúmeras interações físicas e simbólicas que pautam um percurso pleno de aprendizagens e emoções.
Da análise desta experiência resultam, entre outros achados, a ideia de que a construção identitária é um processo dinâmico, de natureza relacional e permanentemente inacabado, e a noção de que os ensinos clínicos se destacam como contextos incontornáveis na construção da identidade profissional dos estudantes, secundarizando outros momentos e atores da formação inicial como o contexto escolar e os professores. Constatou-se, simultaneamente, que ao longo deste processo se desenvolvem algumas ambiguidades identitárias, eventualmente classificáveis como polémicas, e que se estruturam quer em torno de um ideal de "cuidar" sempre nebuloso, quer em torno de um referencial médico sempre gravítico, quer, ainda, em relação à eterna dicotomia relação-técnica.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789728930950 |
| Editor: | Lusociência |
| Data de Lançamento: | outubro de 2012 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 149 x 214 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 272 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Medicina
>
Enfermagem
|
| EAN: | 9789728930950 |