SINOPSE
Prefácio de João Pedro George
«Ana interpreta a condição de muitas mulheres que coabitam com a frustração, asfixiadas pela casa, pelos filhos, pelo trabalho, pela falta de apoio. Noutras palavras: pelos preceitos do repugnante machismo, que impede as mulheres de admitirem publicamente que os filhos lhes esmagam as ambições, as capacidades, as forças realizadoras, e as impossibilitam de desenvolverem plenamente as múltiplas facetas da sua personalidade; pela práxis estabelecida, que diz que a mulher deve ser recatada, deve sujeitar-se ao decoro e circunscrever-se à lógica do coração e dos sentimentos; do pudor tradicional, que castiga as mulheres que confessam gozo sexual, indolência, frigidez, tristeza crónica, rotulando-as de grosseiras, indecentes, deselegantes, umas galdérias (se alguns destes textos chocarem a moralidade convencional, diga-se, desde já, bendita seja), e considerando-as inquietantes e irresponsáveis, sem textura moral, um foco de instabilidade e uma ameaça à educação dos jovens.»
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897222115 |
| Editor: | Quetzal Editores |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2015 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 148 x 233 x 18 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 224 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Crónicas
|
| EAN: | 9789897222115 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
Maravilhoso.
D.
É um excelente livro. Gostei imenso de ler.
Dinamite no microuniverso literário português
Fábio Lavos Martins
Urdido longamente num blogue homónimo que nunca li, Ana de Amsterdam, que rouba o nome a uma belíssima composição de Chico Buarque, está para a literatura portuguesa como Donald Trump para a democracia: à margem. Mas se no exemplo americano,o benefício, é,na melhor das hipóteses, questionável,no mérito literário desta pedrada seca,nem por sombras. Tomando a forma de uma seleção de textos de índole maioritariamente intimista, o que aqui podemos sentir é um arrojo,desassombro,crueza e - em tudo isto- beleza muito raros na literatura portuguesa publicada em Portugal. Não conheço o grau de veracidade presente no carácter confessional destes textos,mas na verdade, nada interessa. São magníficos, crus, directos e capazes de sentir ao mais empedernido dos ermitas,que não está sozinho nas suas divagações depressivas. Feminino,sim,mas acima de tudo, humano. E muito, muito bom
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