Além
Editor:
Assírio & Alvim, março de 2006 ‧
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SINOPSE
Em 1891, Além foi considerado uma grande audácia e multiplicou-se na tiragem até às dezenas de milhares.
Como um desses malabaristas que mantêm vários objectos no ar, Huysmans concentrou temas de várias frentes no seu romance, todos a maior ou menor distância de uma mesma luta: a que confronta dois poderes, do Bem e do Mal, a que opõe desde a Idade Média a igreja de Roma e o seu reverso satânico. Há, como ilustração de tudo isto, a história de Gilles de Rais, monstruoso pedófilo dos tempos de Joana d'Arc, a história da promiscuidade das mais altas figuras da Igreja com os praticantes da magia, o relato de uma missa negra em Paris, uma aventura em lençóis um tanto frios mas sem o véu de nenhum disfarce sobre a sua sexualidade malsã.
Mas também o escritor J.-K. Huysmans num ponto alto da sua obra. O que fez André Breton manifestar-se, nas primeiras páginas de Nadja, como grande devedor de um seu ensinamento: saber levar «ao extremo essa discriminação necessária, vital, entre o elo de tão frágil aparência que pode ser-nos do máximo socorro, e o aparelho vertiginoso das forças que se conjuram para meter-nos ao fundo».
Como um desses malabaristas que mantêm vários objectos no ar, Huysmans concentrou temas de várias frentes no seu romance, todos a maior ou menor distância de uma mesma luta: a que confronta dois poderes, do Bem e do Mal, a que opõe desde a Idade Média a igreja de Roma e o seu reverso satânico. Há, como ilustração de tudo isto, a história de Gilles de Rais, monstruoso pedófilo dos tempos de Joana d'Arc, a história da promiscuidade das mais altas figuras da Igreja com os praticantes da magia, o relato de uma missa negra em Paris, uma aventura em lençóis um tanto frios mas sem o véu de nenhum disfarce sobre a sua sexualidade malsã.
Mas também o escritor J.-K. Huysmans num ponto alto da sua obra. O que fez André Breton manifestar-se, nas primeiras páginas de Nadja, como grande devedor de um seu ensinamento: saber levar «ao extremo essa discriminação necessária, vital, entre o elo de tão frágil aparência que pode ser-nos do máximo socorro, e o aparelho vertiginoso das forças que se conjuram para meter-nos ao fundo».
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-37-1076-2 |
| Editor: | Assírio & Alvim |
| Data de Lançamento: | março de 2006 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 136 x 210 x 20 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 320 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789723710762 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
O culto
EH
Não será um livro para toda a gente. A temática é dura. Huysmans viu a sua obra marginalizada por algumas elites culturais e sociais. Foi discípulo de Zola, da corrente naturalista mudou para a decadente e somente por isso foi quase ostracizado. Romande sobre Gilles Du Ray - colega de armas de Joana D'Arc - que se tornou uma figura sombria devido ao culto satânico em que se envolveu. Existem descrições que podem perturbar leitores mais sensíveis.
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