Alberto Carneiro - Lição de Coisas

de Bernardo Pinto de Almeida
Editor: Campo das Letras, Janeiro de 2008 ‧
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«Há mais de quinze anos, em 1991, na circunstância de escrever o que viria a ser o ensaio introdutório ao catálogo da primeira exposição retrospectiva da obra de Alberto Carneiro na Fundação Gulbenkian (…), referi, a propósito dessa obra já então longa e complexa, ser necessário colocá-la "entre as de maior consequência e risco do seu século português - quer pela irredutibilidade do seu trajecto em singular percurso, alheio a modismos de circunstância, quer pelo modo como inscreve um projecto, hoje já plenamente perceptível, que suscita a multiplicidade das leituras que dela podemos fazer -, [e que] tem sido, até ao momento, insuficientemente entendida no alcance e na dimensão dos seus pressupostos éticos e estéticos".
Se a primeira parte desta afirmação permanece, para mim, absolutamente verdadeira, podendo mesmo radicalizá-la e chegar a referi-lo como um dos poucos a quem se fica a dever, nas últimas décadas, a significação de haver isso a que se poderia chamar "uma arte portuguesa" (isto é, um conjunto de acções e de significações que, precisamente pela sua singularidade e capacidade de produzir diferenças, não se coloca fora de um plano mais universal de afirmação estética mas antes o integra como forma individualizada e já que todo o localismo, em arte, é forma da sua negação enquanto tal), o facto é que a segunda parte, referente à ausência de uma fortuna crítica desta obra, carece hoje de idêntica verdade.
Ocorre que, desde então, o cada vez maior reconhecimento internacional desta obra, sobretudo num plano institucional, com diversas exposições retrospectivas ou antológicas, participações em importantes simpósios e parques internacionais de escultura contemporânea e outras significativas presenças, tem suscitado textos de referência. Múltiplos são, portanto, ao contrário de então, os textos de qualidade ensaística e penetração crítica hoje disponíveis, em Portugal e fora (sobretudo em Espanha), para abordar multifacetadamente esta obra - de Javier Maderuelo a Gerardo Xuriguera, de Delfim Sardo a Miguel Fernández-Cid ou de Fernando Francés a Santiago Olmo, entre outros.»
Bernardo Pinto de Almeida

Alberto Carneiro - Lição de Coisas

de Bernardo Pinto de Almeida

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896252458
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: Janeiro de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 242
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Outras Artes
EAN: 9789896252458

SOBRE O AUTOR

Bernardo Pinto de Almeida

Bernardo Pinto de Almeida nasceu em 1954. Vive e trabalha no Porto. Professor Catedrático na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Tem publicado obras de ensaio e de poesia, entre as quais:

Poesia:

Escalas, ed. do autor, Porto, 1981
e outros poemas, Quetzal, Lisboa, 2002
sem título, A sétima face edições, Porto, 2002
Depois que tudo recebeu o nome de luz ou de noite, Asa, 2002
Hotel Spleen, Quetzal, Lisboa, 2003
Marin, &etc, Lisboa, 2003
Segunda Pátria, &etc, Lisboa, 2005
A Noite, Relógio d'Água, Lisboa, 2006.

Ensaio:

Pintura Portuguesa no Século XX, Lello Editores, Porto 1ª ed. 1993, 3ª 2002
Imagem da Fotografia, Assírio & Alvim, Lisboa, 1995
O Plano de Imagem, Assírio & Alvim, Lisboa, 1996
Henrique Pousão, Assírio e Alvim, Lisboa, 1999
Estranho Desenho – O Surrealismo, Colecção Berardo— Sintra Museu, 2001
As imagens e as coisas, Campo das Letras, Porto, 2002
Transição – Cíclopes, mutantes, apocalípticos, Assírio e Alvim, Lisboa, 2002
Quatro Movimentos da pele, Campo das Letras, Porto, 2004-07-20

Infantil:

Aventuras do Pato Raimundo, (novela infantil), Assírio e Alvim, Lisboa, 2000
A última obra do pintor (a partir de obras de Fernando Lanhas), Quetzal, Lisboa,
2002 O Natal do Pedro, Asa, Porto, 2002

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DO MESMO AUTOR