Ajudar a Nascer
Parteiras, saberes obstétricos e modelos de formação (século XV-1974)
Editor:
U.Porto Editorial, dezembro de 2008 ‧
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SINOPSE
Ajudar a Nascer acompanha, de forma contextualizada e cientificamente sustentada, o processo de profissionalização das parteiras, percorrendo a sua trajectória sócio-profissional e formativa desde o século XV, em que o "ser parteira" assumia o estatuto de ofício, até à conquista de um espaço profissional próprio, já no século XX.
«A prática de cuidados em torno da maternidade, tendo como fenómeno central o parto, deu lugar à criação de um espaço social de qualificação de saberes que se corporizaram durante largo tempo na actividade de parteira. Na Idade Média, esta actividade foi integrada no quadro das artes e ofícios, submetida à disciplina corporativa e aos princípios morais de acordo com a religião dominante. Entretanto, obedecendo a normas regimentais de formação e certificação, o seu campo de acção passou a ser questionado, cada vez mais, pelos cirurgiões, sobretudo depois que estes passaram a dispor de um novo artefacto tecnológico - o fórceps.
Desde o século XIX, a formação das parteiras foi remetida para instituições académicas, devido às novas condições institucionais do poder médico, quer pela acção de controlo da área sanitária, quer pelos seus novos delineamentos científicos aplicados à obstetrícia. Esta tendência produzirá um efeito de paramedicalização da parteira, sendo induzida cada vez mais para o universo hospitalar. A sua formação passou, entretanto, a ser estruturada como uma especialidade após a aquisição prévia de uma formação em enfermagem, surgindo a enfermeira-parteira já no século XX.»
(Marinha Carneiro)
«A prática de cuidados em torno da maternidade, tendo como fenómeno central o parto, deu lugar à criação de um espaço social de qualificação de saberes que se corporizaram durante largo tempo na actividade de parteira. Na Idade Média, esta actividade foi integrada no quadro das artes e ofícios, submetida à disciplina corporativa e aos princípios morais de acordo com a religião dominante. Entretanto, obedecendo a normas regimentais de formação e certificação, o seu campo de acção passou a ser questionado, cada vez mais, pelos cirurgiões, sobretudo depois que estes passaram a dispor de um novo artefacto tecnológico - o fórceps.
Desde o século XIX, a formação das parteiras foi remetida para instituições académicas, devido às novas condições institucionais do poder médico, quer pela acção de controlo da área sanitária, quer pelos seus novos delineamentos científicos aplicados à obstetrícia. Esta tendência produzirá um efeito de paramedicalização da parteira, sendo induzida cada vez mais para o universo hospitalar. A sua formação passou, entretanto, a ser estruturada como uma especialidade após a aquisição prévia de uma formação em enfermagem, surgindo a enfermeira-parteira já no século XX.»
(Marinha Carneiro)
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789728025816 |
| Editor: | U.Porto Editorial |
| Data de Lançamento: | dezembro de 2008 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 164 x 230 x 41 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 744 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Do Saber |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Medicina
>
Ginecologia - Obstetrícia
|
| EAN: | 9789728025816 |