A Valsa Imoral

de Eduardo Brito Aranha
Editor: Padrões Culturais, junho de 2013 ‧
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Um publicitário encontra ocasionalmente uma jornalista de turismo, estrangeira e dezasseis anos mais nova que ele. A atracção de um pelo outro rapidamente evolui, porém, torna-se perigosa, porque entre ambos se põe a dúvida de serem pai e filha, por ela poder ser fruto de uma antiga e esporádica relação dele num Verão. Encetam inopinadamente um périplo por Portugal, apesar de permanecer a dúvida do parentesco entre eles. Um rememorar do passado alimenta a conversa do dia-a-dia. Inúmeras situações grotescas e ridículas das décadas de 60 e 70 do Portugal do antigo regime são contadas em estilo jocoso e mordaz. Um inesperado fim surpreende os dois personagens...
E o leitor.

A princípio, o leitor sente-se defraudado tal é o desejo de que regresses ao tema fulcral e pensa: “que diabo, agora que estava quase…”, mas depois volta-lhe o interesse ao confrontar-se com o retrato jocoso da crítica social, à caricatura dos aspectos banais da vida da pequena- -burguesia lisboeta – e não só – e das suas figuras, usos e costumes, sempre à boa maneira irónica de um Gervásio Lobato, Armando Ferreira ou André Brun.
Com o teu espírito culto, vivo e palpitante, trocadilhos na ponta da língua, sorriso nos lábios e lampejos no olhar, vais colorindo as descrições, caracterizando a desobediência e a transgressão face às normas sociais dominantes, num privilégio narrativo à visão feminina do mundo. (…)
Excerto do Prefácio de José Manuel Gil

A Valsa Imoral

de Eduardo Brito Aranha

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897090394
Editor: Padrões Culturais
Data de Lançamento: junho de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 229 x 13 mm
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Coleção: Paixões Mundanas
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897090394

SOBRE O AUTOR

Eduardo Brito Aranha

Nasceu em Lisboa em 1947. Desde muito jovem cultivou o género literário surrealista, começando a interessar-se também pelo cinema amador e pela fotografia, tendo ganho alguns prémios nesta última categoria. No 2º ano de Medicina foi chamado a cumprir o Serviço Militar Obrigatório, tendo sido, após um ano, destacado para Angola onde permaneceu durante 26 meses. Exerce Medicina desde 1976.
Continuou a dedicar-se à leitura e à escrita, escrevendo textos para teatro, chegando várias vezes a participar como ator. Tem também publicados contos retirados da sua imaginação e da prática clínica, editados na série O Lado Humano da Medicina e no livro Amor Terapêutico. Publicou também o livro Um barco fardado, memórias da Guerra do Ultramar.

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