10% de desconto

A Uruguaia

de Pedro Mairal
Editor: Faktoria K de Livros, novembro de 2024 ‧
15,50€
13,95€
10% DESCONTO IMEDIATO
EM STOCK -
O romance que catapultou o argentino Pedro Mairal para a fama, tornando-o numa das grandes vozes da actual literatura latino-americana, promete enredar o leitor nas singulares peripécias do seu protagonista. Esta é a história trágico-cómica de Lucas Pereyra, um escritor que atravessa várias crises - a dos 40, a conjugal e a criativa -, ao mesmo tempo que lida com a atracção e os sentimentos confusos que nutre por uma mulher mais jovem que o faz empreender uma viagem até à capital do Uruguai.

Narrada com leveza, mas também com brilhantismo, e abordando temas como o amor ou a culpa, a responsabilidade ou a libertação pessoal, "A Uruguaia", já adaptada ao cinema, é simultaneamente uma viagem sensorial e cultural pela cidade de Montevideu, ao longo da qual se exploram, com humor, as agruras e as expectativas de uma paixão quase adolescente.
WookSeEscreveArgentina_640.jpg

Wook se escreve na Argentina – Novas Vozes

Dos clássicos aos contemporâneos, a literatura mexicana dá-nos uma visão caleidoscópia de um país que procura resistir à realidade violenta e difícil em que se vê mergulhado. Estes sete escritores, publicados por editoras portuguesas, impressionam pela sua capacidade de nos mostrarem, sem freios, este mundo tão distante do nosso. Depois de os lermos, não seremos certamente os mesmos.
Nesta primeira parte, exploramos as noves vozes literárias, cuja força suplanta a torridez do deserto.
Este artigo foi originalmente publicado na revista Wookacontede de julho de 2024. Fernanda Melchor (n. 1982) Os livros desta vibrante escritora, que explora o lado obscuro do ser humano, podem ser descritos como uma descida ao inferno, reflexo de uma sociedade fraturada entre raças e classes e marcada pela misoginia, em que a violência se banalizou. Em Temporada de Furacões, já adaptado a série de TV pela Netflix, Melchor traça um retrato fiel desta realidade sangrenta. Misto de romance policial e história de terror, a história começa quando um grupo de rapazes encontra o cadáver em decomposição de uma mulher, conhecida como “A Bruxa”, num canal de irrigação. Cada capítulo aproxima-se do crime central com uma escalada de horror moldada pela superstição, pelo abandono e pela desesperança, com um lirismo surpreendente.
Não menos duro, Paradaise arranca no rescaldo dos crimes hediondos cometidos por dois adolescentes: Polo, um jardineiro nascido numa realidade de pobreza e violência que trabalha num bairro de gente abastada, e o seu cúmplice Franco, um pária proveniente de uma família rica. Polo ensaia uma confissão perversa, quase negando a sua culpabilidade. A natureza exacta dos seus actos só será descoberta no final. Mas vemos, desde logo, um monstro dividido em dois, já que nenhum deles é capaz de uma violência tão horrenda sem o outro. Impressiona ver como Melchor consegue imbuir o "mal" de tal complexidade psicológica. Não surpreende, por isso, que ambos os livros tenham sido finalistas do International Booker Prize. COMPRO NA WOOK! » Guadalupe Nettel (n. 1973) O mais recente livro de Guadalupe Nettel, A Filha Única, revolve em torno de três mulheres e do conceito de maternidade, com os seus esfoços e fracassos, atos de fé ou renúncia. Alina e Laura, amigas, são duas mulheres independentes que não construiram o seu futuro com a perspetiva de uma família. Laura tomou a decisão drástica de ser esterilizada, mas Alina acaba por querer ser mãe. Quando está grávida de oito meses, é informada de que a filha que tanto desejou não irá sobrevive ao parto. A par do processo de luto de Alina e do seu marido, as duas mulheres lidam com a complexidade das suas emoções e a ambivalênvia da maternidade. A adensar a narrativa, há ainda Doris, a vizinha de Laura, mãe de um menino enternecedor, mas com problemas de comportamento. Nettel tece uma sinuosa e arrebatadora narrativa de amor, amizade e sobrevivênvia, lembrando que a língua ainda não foi capaz de inventar uma palavra para designar aquele que perde sua prole.
Inspirando na infância da escritora, O Corpo em que Nasci é um livro de memórias terno e duro. Nettel fala-nos sobre uma menina que cresce nos anos setenta com uns pais que vivem um casamento aberto, em comunas hippies; Devido ao seu problema de visão, a criança acaba por se identificar com os que vivem à margem de modas ou convenções sociais. Passado entre a América e a Europa, este romance de amadurecimento percorre um fascinante caminho em direção à auto-aceitação. COMPRO NA WOOK! » Silvia Moreno Garcia (n. 1981) Através de géneros tão diversos como a fantasia, o terror e o romance histórico, Silvia Moreno Garcia pretende dar uma visão mais ampla do México, caleidoscópia e distante das narrativas construídas pela indústria cinematográfica ou televisiva, que se centram nos cartéis ou nos migrantes. O maior sucesso editorial de Garcia é Gótico Mexicano, uma novela de terror passada numa fazenda mexicana, nos glamorosos anos 50. Quando recebe uma carta da sua prima contando-lhe que o marido desta tenta envenená-la, Noemí, uma jovem e ambiciosa socialite, parte para a isolada mansão de Lugar Alto, na província. Ao chegar, encontra a prima, outrora alegre, num estado sombrio, dizendo ouvir vozes vindas das paredes e ver pessoas mortas. Noemí não tarda muito a aperceber-se de que há algo muito estranho na mansão e nos que a habitam, e começa, ela própria a ter visões aterradoras que lhe vão revelando horrores que se arrastam há centenas de anos. Em paralelo, torna-se objeto de desejo dos homens da casa, cujos avanços denotam uma visão retorcida de racismo, num ambiente marcado pelo sentimento de domínio patriarcal. As cenas de suspense envolvem quem lê, à medida que Noemí se vê puxada pelas garras daquela casa, sem saída à vista.
O êxito desta novela permitiu à autora escrever o livro que ela «realmente queria» escrever: A Noite Era de Veludo, um romance noir histórico-político situado na sequência do massacre de El Halconazo de 1971, em que oito mil estudantes foram violentamente reprimidos pelos Halcones, um grupo paramilitar apoiado pelo governo, causando 120 mortos e centenas de feridos. Os protagonistas são Maite, uma secretária solitária que prefere viver alheada da realidade, lendo contos românticos e ouvindo as suas músicas, e Elvis, que anseia escapar à brutalidade dos Halcones, a que se juntou. Ambos partem em busca de uma bela estudante desaparecida, numa narrativa envolvente que só no fim os levará a encontrarem-se. As personagens são fascinantes, o tom é exuberante e romântico, e tudo está envolto num mistério com reviravoltas difíceis de adivinhar. Um retrato pungente da sociedade mexicana, vencedor do Goodreads Choice Awards em 2020. COMPRO NA WOOK! »

A Uruguaia

de Pedro Mairal

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895434077
Editor: Faktoria K de Livros
Data de Lançamento: novembro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 157 x 225 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895434077

Magnífico!

Rita França Ferreira - Desculpas para Ler

«A uruguaia», de Pedro Mairal foi o melhor livro que li em setembro 2025 e que recomendo a todos. É original na cadência e mecanismos narrativos, é poético e expõe a sensibilidade e fragilidade humanas, neste caso, a masculina, de uma forma muito bonita. Podia partilhar diversas citações algo profundas, mas deixo-vos estas: «Assusta-me sempre essa coisa siamesa dos casais: têm as mesmas opiniões, comem a mesma comida, apanham bebedeiras juntos, como se repartissem a corrente sanguínea. Deve haver um resultado químico de nivelação depois de anos a manter essa coreografia contínua.» «Deveria haver um curso para criar filhos. (...) Ninguém te ensina. Ninguém te adverte da dureza que é não dormir, renunciar a ti mesmo a cada instante, adiar-te. (...) Se realmente lançassem um curso completo acerca de como criar filhos, ninguém os tinha. Faz falta essa ignorância para que a espécie continue, gerações de inocentes metidos numa dança sem fazerem a mínima ideia. Um curso que antecipasse os perigos e os padecimentos da paternidade e da maternidade assustaria todo o mundo.»

SOBRE O AUTOR

Pedro Mairal

Pedro Mairal (Buenos Aires, Argentina, 1970): Escritor e cronista, despertou a atenção do público com o seu romance "Una Noche con Sabrina Love", livro vencedor do prémio Clarín de Novela em 1998, mais tarde adaptado a filme. Em 2007, Mairal foi selecionado pelo Bogotá 39 para a lista dos autores latino-americanos mais promissores com menos de 40 anos. Tem mais de uma dezena de livros publicados, desde o romance à poesia, passando ainda pelo ensaio ou pelo conto, muitos deles traduzidos e publicados em França, Brasil, Itália, Espanha, Polónia e Alemanha. A sua carreira conta ainda com a apresentação do programa literário "Impreso en Argentina" (2011). "A Uruguaia", uma tragicomédia sobre a infidelidade, arrecadou o prémio Tigre Juan para melhor romance, em 2017, e chegou também ao cinema. Atualmente, Pedro Mairal é reconhecido como uma das vozes mais originais da literatura da América Latina.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR

QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU