A Sociedade Autofágica
Capitalismo, desmesura e autodestruição
SINOPSE
Em diálogo com a tradição psicanalítica e a sociologia, de Sigmund Freud a Erich Fromm e Christopher Lasch, e rejeitando as ilusões de um sujeito livre e autónomo, forjadas pelas Luzes, Anselm Jappe prossegue neste livro a sua reflexão sobre a crise do capitalismo (já encetada em As Aventuras da Mercadoria), que não só destrói o planeta, pela sua abordagem predatória, mas também a réstia de humanidade no novo homem descartável, revelando o advento de uma nova subjectividade e as coordenadas de uma significativa regressão antropológica.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789726083429 |
| Editor: | Antígona |
| Data de Lançamento: | maio de 2019 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 135 x 212 x 23 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 352 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Política
>
Política em Geral
|
| EAN: | 9789726083429 |
OPINIÃO DOS LEITORES
A Sociedade Autofágica
Pedro Quintela
Neste seu mais recente livro traduzido em português, Anselm Jappe retoma nas suas reflexões sobre o capitalismo contemporâneo, a partir da perspetiva da escola alemã da chamada «crítica do valor», aprofundando alguns aspetos anteriormente abordados, quer em “ Sobre a Balsa de Medusa”, quer sobretudo em “As Aventuras da Mercadoria”, e sobretudo enfatizando o papel do «sujeito». Na minha perspetiva, a principal novidade, para aqueles que já acompanham a obra deste autor, é o esforço de Jappe para aqui estabelecer algum diálogo com outras disciplinas e correntes científicas e intelectuais (Freud, Lasch, Boltanski e Chiapello, entre outros) em torno das noções de «fetichismo» ou de «narcisismo», por exemplo, superando assim, de algum modo, o universo de referências que, em obras anteriores, se delimitavam à esfera, mais ou menos restrita, dos autores de inspiração marxista ou neomarxista. Um livro interessante.
Um olhar sobre uma fome insaciável
Gonçalo Gomes
No actual modelo de sociedade, a cultura de consumo e de acumulação de bens, assente em simultâneo na crença da possibilidade do crescimento contínuo, gera em nós uma "fome" que, no limite, nos leva a consumirmo-nos a nós próprios. Enquanto indivíduos e enquanto colectivo. Anselm Jappe desafia-nos a mergulhar num profundo olhar autocrítico e introspectivo desse exercício.
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