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A Revolução Russa

de Rosa Luxemburgo
Livro eBook
Editor: Penguin Clássicos, março de 2024 ‧
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No ano em que escreveu a Revolução Russa, Rosa Luxemburgo cumpria uma das várias penas de prisão a que foi condenada pela sua atividade política. Socialista e resistente à ocupação czarista da sua Polónia natal desde jovem, entusiasmara-se profundamente com a Revolução de Outubro no ano anterior, em 1917.

Esta natural solidariedade, porém, não a impediu de antecipar preocupação com algumas medidas avançadas pelos Bolcheviques, tais como a centralização do poder na figura de Lenine, a criação de um sistema de partido único e a supressão de liberdades civis.

O compromisso de Luxemburgo com o socialismo, a democracia e a revolução, bem como o seu ativismo antibélico, traduziu-se numa vida de perseguição política e controvérsia que, não obstante, marcou e influenciou indelevelmente o pensamento político europeu até hoje.

A Revolução Russa

de Rosa Luxemburgo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897875472
Editor: Penguin Clássicos
Data de Lançamento: março de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 124 x 189 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 136
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Política > Política em Geral
EAN: 9789897875472

Sem cegueira ideológica

JM

A Revolução Russa, de Rosa Luxemburgo, é um texto curto mas surpreendentemente incisivo. Escrito a quente, enquanto os acontecimentos ainda decorriam, não é um relato histórico distante, mas uma análise crítica feita de dentro do próprio campo revolucionário. Luxemburgo reconhece a importância da revolução, mas não poupa críticas, sobretudo à forma como a liberdade política foi sendo limitada. O mais interessante é essa tensão constante entre apoio e discordância. Não há cegueira ideológica. Há uma defesa clara de princípios, mesmo quando isso implica apontar falhas aos próprios aliados. A escrita é direta, sem grande ornamentação, focada nas ideias. Pode não ter o distanciamento que um leitor atual espera, mas ganha em urgência e honestidade. Vale mais pelo pensamento crítico do que pela contextualização histórica completa.

Uma fonte histórica imprescindível

Rafael

Escrito por uma das maiores intelectuais da esquerda marxista, Rosa Luxemburgo deixa para a posterioridade um pequeno livro de análise política, social e ideológica da Revolução Russa. Manifestando o seu fascínio pela ação bolchevique de 1917, Rosa Luxemburgo relata de forma sucinta os seus motivos e expõe o potencial social da Mãe das Revoluções. No entanto, não hesita em alertar para os seus perigos, desde a centralização do poder político à supressão das liberdades sociais.

SOBRE O AUTOR

Rosa Luxemburgo

Rosa Luxemburgo nasceu a 5 de março de 1871, em Zamosc, na Polónia. Em maio de 1898, parte para a Alemanha, onde adere à social-democracia. Participa na redação do Sächsische Arbeiterzeitung. Inicia uma polémica contra o «revisionismo» de Eduard Bernstein e publica o seu famoso ensaio Reforma ou Revolução?. O discurso que pronuncia no congresso social-democrata em Dresden em 1903 leva a que seja condenada a três meses de prisão. Na primavera de 1904, escreve Questões de Organização da Social-Democracia Russa, criticando as teses do «centralismo democrático» leninista. Em 1905, participa na insurreição de Varsóvia, o que a leva de novo à prisão. Em radical oposição aos vários partidos socialistas que apoiam os seus governos na Primeira Guerra Mundial, acaba por ser presa em 1915, escrevendo uma brochura que assina com o pseudónimo Junius. Participa em várias manifestações contra a guerra com o seu companheiro Karl Liebknecht, o que leva a que fique detida até à revolução de novembro de 1918. Apesar de o levantamento operário em Berlim já ter sido derrotado, isso não impediu que a 15 de janeiro de 1919 forças de extrema-direita prendessem Luxemburgo e Liebknecht. Os paramilitares conduziram os dois socialistas ao Hotel Eden de Berlim. No hotel, membros da Cavalaria da Guarda interrogam-nos e torturam-nos, conduzindo-os para carros separados. Rosa Luxemburgo é golpeada na nuca com a coronha de uma espingarda e lançada num canal de Berlim, onde só será encontrada alguns meses depois.

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