A Revolução Electrónica

Livro 1

de William S Burroughs
Editor: Vega, novembro de 2010 ‧
O nome de William Burroughs serve de sinal da revo-lução sofrida pelas artes contemporâneas, nomeada-mente na época em que a cultura modernista explode e em que dominam as tecnologias electrónicas e os meios de comunicação de massas. Os anos 50 americanos foram pioneiros na resposta artística a esta nova situação, como é o caso de Jackson Pollock na pintura e, acima de tudo, de Burroughs na literatura. Com uma evidente ligação às vanguardas históricas, Burroughs inicia um caminho original que perpassa pelas suas temáticas: o mundo alucinante da droga (d)escrito em O Festim Nu, ou o da crise da normalidade por uma homossexualidade que se afirma estética e politica-mente (casos de A Máquina Mole e de Os Rapazes Selvagens). Todavia, mais do que as temáticas, o que impressiona em Burroughs é a radicalidade dos seus métodos: a hipervelocidade da escrita, a sua fragmenta-ção absoluta, a técnica da composição (o famoso cut-up). Mas também é extremamente original a sua «teoria» da linguagem, que ele descreve como inumana, como o outro do corpo humano. As palavras seriam vírus, microrganismos, «poeiras vivas», destruindo todo o sentido pela sua imensa proliferação. A Revolução Electrónica articula todas estas questões num texto curto mas fascinante.

A Revolução Electrónica

de William S Burroughs

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726994190
Editor: Vega
Data de Lançamento: novembro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 107 x 191 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 84
Tipo de produto: Livro
Coleção: Passagens
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Outros
Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789726994190
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

William S Burroughs

William S. Burroughs nasceu em 1914 no Missouri. O seu primeiro e mais autobiográfico romance, Junky, o retrato clássico do constante ciclo da dependência das drogas de que foi vítima toda a sua vida. Em 1951, ao fazer o número de um Guilherme Tell bêbado, matou acidentalmente a mulher com quem era casado. Membro fundador do movimento Beat, Burroughs celebrizou-se através do cut-up, método de escrita que utilizou no romance Naked Lunch (Festim Nu), mas também da sua intervenção noutras área, como a pintura, ou as artes performativas.
Morreu em 1997.

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