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A Revolução de 1820

A Sua Obra e os Seus Homens

de João de Barros
Editor: Edições Caixotim, abril de 2001 ‧
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Não obstante ter sido um escritor plurifacetado, não se conhecia, até hoje, o interesse direto de João de Barros pela história.

Esta obra, que agora se apresenta ao público leitor, revela, pois, uma nova faceta do escritor João de Barros, permanentemente empenhado em intervir culturalmente, desta vez com A Revolução de 1820: a sua obra e seus homens, redigido nos trinta, numa época em que entre nós esta matéria não tinha ainda sido objeto de grandes estudos de fundo ou de análises, mais ou menos inovadoras ou atualizadas.

A Revolução de 1820

A Sua Obra e os Seus Homens

de João de Barros

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728651015
Editor: Edições Caixotim
Data de Lançamento: abril de 2001
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 207 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 112
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789728651015
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

João de Barros

Escritor, pedagogo e político português nascido a 4 de fevereiro de 1881, na Figueira da Foz.

Concluiu, em 1904, o curso de Direito pela Universidade de Coimbra e exerceu docência no Liceu Central de Coimbra, no Liceu do Carmo, em Lisboa, e no Liceu Alexandre Herculano, no Porto. Em 1907, recebeu uma bolsa de estudo, para realizar uma missão oficial de estudos, visitando vários estabelecimentos de ensino de diversos países da Europa, o que lhe permitiu adquirir conhecimentos sobre a Educação Nova e os recentes métodos de pedagogia moderna.

Em 1909, durante o 2.º Congresso Pedagógico, defendeu a importância da Cartilha Maternal (1876) para a reestruturação do sistema educativo e proferiu diversas conferências sobre literatura portuguesa, na Université Nouvelle , em Bruxelas, que foram publicadas, em 1910, sob o título La Littérature Portugaise . Nesse ano, integrou-se na Loja Maçónica Solidariedade, em Lisboa, sob o nome João de Deus.

A partir de 1913, tornou-se membro da Academia das Ciências de Lisboa e, desde 1920, sócio da Academia Brasileira de Letras. Em 1915, juntamente com o escritor brasileiro Paulo Barreto, fundou a revista Atlântida.

Como escritor, publicou obras importantes, como Versos (1897), Algas (1898), A Escola e o Futuro (1908), Terra Florida (1909), A Reforma da Instrução Pública (1911), A República e a Escola (1914), Presenças Eternas (1943) e muitos outros títulos.

Para além disso, fez várias adaptações dos clássicos da literatura para crianças e para o povo, tais como Os Lusíadas Contados às Crianças e Lembrados ao Povo (1930), Viriato Trágico (1940), A Eneida de Virgílio (1947) e Viagens de Gulliver (1957). As suas principais preocupações foram combater o analfabetismo, promover uma educação nacionalista e preparar os indivíduos para o futuro e para a integração na sociedade.

Enquanto político, ocupou o cargo de secretário-geral e diretor-geral da Instrução Pública do Ministério do Interior. Foi deputado pelo Partido Democrático e ministro dos Negócios Estrangeiros.

Recebeu várias distinções das quais se destacam: a Ordem Leopoldo II do governo belga, em 1920; a Grã-Cruz da Ordem de Cristo do Presidente da República português, em 1923; a Grã-Cruz da Ordem El Sol del Peru do Presidente da República peruano, em 1925; a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul, em 1944, do Presidente da República do Brasil, que lhe atribuiu ainda várias outras medalhas.
João de Barros faleceu a 25 de outubro de 1960, em Lisboa.

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