A Resistência Continua
O colonialismo português, as lutas de libertação e os intelectuais italianos
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Edições Afrontamento, maio de 2022 ‧
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SINOPSE
«Lembrem-se que a Resistência não terminou de forma alguma com a derrota do fascismo. Continuou e continua contra tudo o que sobrevive daquela mentalidade, daqueles métodos; contra qualquer sistema que dá a poucos o poder de decidir por todos. Continua na luta dos povos submetidos ao colonialismo ao imperialismo, pela sua independência efetiva. Continua na luta contra o racismo. Em suma: enquanto houver exploradores e explorados, opressores e oprimidos, quem tem muito e quem morre de fome, haverá sempre que escolher de que lado estar».
Foi com essas palavras que Giovanni Pirelli, o intelectual antifascista e anticolonialista, traçava uma continuidade entre a experiência da Resistenza italiana ao nazifascismo e as lutas de libertação do Terceiro Mundo.
Neste livro, Vincenzo Russo reflete sobre a euforia da solidariedade e do conhecimento de uma constelação de intelectuais italianos por um Terceiro Mundo em luta: conta os sucessos, o impulso ideal e ideológico, os limites (cognoscitivos e de meios), e a sua consumação no prazo de uma geração. Terá, porém, acabado por mostrar apenas o reflexo de um objeto que é central na sua pesquisa: as lutas de libertação africanas contra o colonialismo português.
Para escrever uma história cultural que pudesse contribuir para a compreensão de aspetos marginais e esquecidos da história da cultura portuguesa, da história dos países africanos independentes e das culturas dos povos (como o italiano) solidários com os colonizados, recorre à dimensão contrapontística (de que fala E. W. Said), na qual a resistência ao Império, a última resistência anticolonial (África) ao último Império europeu (Portugal) do século XX, é analisada, não dualisticamente, mas no interior de um quadro mais amplo (a solidariedade internacionalista) e - como tenta mostrar - de um seu laboratório privilegiado, a Itália.
Foi com essas palavras que Giovanni Pirelli, o intelectual antifascista e anticolonialista, traçava uma continuidade entre a experiência da Resistenza italiana ao nazifascismo e as lutas de libertação do Terceiro Mundo.
Neste livro, Vincenzo Russo reflete sobre a euforia da solidariedade e do conhecimento de uma constelação de intelectuais italianos por um Terceiro Mundo em luta: conta os sucessos, o impulso ideal e ideológico, os limites (cognoscitivos e de meios), e a sua consumação no prazo de uma geração. Terá, porém, acabado por mostrar apenas o reflexo de um objeto que é central na sua pesquisa: as lutas de libertação africanas contra o colonialismo português.
Para escrever uma história cultural que pudesse contribuir para a compreensão de aspetos marginais e esquecidos da história da cultura portuguesa, da história dos países africanos independentes e das culturas dos povos (como o italiano) solidários com os colonizados, recorre à dimensão contrapontística (de que fala E. W. Said), na qual a resistência ao Império, a última resistência anticolonial (África) ao último Império europeu (Portugal) do século XX, é analisada, não dualisticamente, mas no interior de um quadro mais amplo (a solidariedade internacionalista) e - como tenta mostrar - de um seu laboratório privilegiado, a Itália.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789723619300 |
| Editor: | Edições Afrontamento |
| Data de Lançamento: | maio de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 163 x 242 x 12 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 208 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Ciências Sociais e Humanas
>
Sociologia
|
| EAN: | 9789723619300 |
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