Editor: Dom Quixote, abril de 2004 ‧
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«O homem atirado ao chão, espancado, algemado. Primeiro houvera a fila negra da polícia, de um lado, junto às portagens, e do outro a multidão, os carros parados. O homem ali estivera como tantos outros, porém mais visível. Não por estar na frente. Quieto, calado, direito; com uma dignidade sem distracções. Uma presença filosófica.
Os polícias avançaram e escolheram-no. Ele atraía-os, era inevitavel. A atração fatal subiu das funduras reptilianas do cérebro dos polícias, como um monstro do fundo dum lago.»

O romance parte de uma situação de "fait-divers" (um homem morto durante manifestações na Ponte 25 de Abril) para nela simbolizar situações de imolação e exorcismo que identificariam a geração de sessenta e a geração de noventa. Maria Alzira Seixo

A Ponte

de Maria Isabel Barreno

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722020008
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: abril de 2004
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 170
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722020008
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Maria Isabel Barreno

Maria Isabel Barreno (1939-2016) é uma das escritoras mais ecléticas da literatura portuguesa contemporânea. Nascida em Lisboa, licenciou-se em Estudos Histórico-Filosóficos e começou a trabalhar no então Instituto de Investigação Industrial, onde publicou os seus primeiros estudos sobre as condições de trabalho. Participou em diversas publicações periódicas, tendo chegado a diretora da edição portuguesa da revista Marie Claire; traduziu vários autores e é autora de inúmeros prefácios, e teve ainda uma intensa atividade cultural e cívica, coadunando magistralmente a divulgação cultural com a sua intervenção em defesa da igualdade de género e contra a discriminação. Passou temporadas em Londres e Nova Iorque, e viveu seis anos em Paris, onde exerceu o cargo de conselheira para a Cultura e a Educação da Embaixada Portuguesa entre 1997 e 2003. Autora de romances, contos, ensaios e alguns estudos fundamentais, produziu igualmente uma extensa obra plástica, desde tapeçarias a outros objetos. A sua obra literária recebeu vários prémios, como o Prémio Literário Fernando Namora ou o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, entre outros. Foi condecorada com a Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente Jorge Sampaio. A 16 de setembro de 2016, a Assembleia da República emitiu um voto de pesar unânime como forma de recordar o legado cultural e cívico que a autora deixou.

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