A Passo de Caranguejo

de Günter Grass

editor: Editorial Notícias, abril de 2003
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O mais recente livro do escritor retoma o naufrágio de um navio alemão no fim da Segunda Guerra. Grass é um escritor político. Em "Passo de Caranguejo", o narrador vai ligar a história da Alemanha à desgraça da sua vida pessoal, tentando dar sentido às duas. Mas, ao contrário de "O Tambor", o seu romance mais célebre, aqui essa conexão não é feita por meio de recursos alegóricos, e sim por uma linguagem simples, que intercala facto e ficção, chegando por vezes a um realismo quase documental. O romance é construido a partir das vidas de três indivíduos que se cruzam por casualidades históricas: Wilhelm Gustloff, um militante nazi assassinado na Suíça e transformado em mártir pelo Terceiro Reich, o estudante judeu que o assassinou, e o comandante do submarino russo que pôs a pique, em 1945, o navio baptizado com o nome do militante assassinado. Três indivíduos que, por uma série de coincidências, terão efeitos determinantes na vida pessoal e familiar do narrador, um jornalista que sobreviveu recém-nascido, nos braços da mãe, ao naufrágio do Wilhelm Gustloff. Mais de 4000 bebés, crianças e adolescentes morreram.

A Passo de Caranguejo

de Günter Grass

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724614700
Editor: Editorial Notícias
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 30 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789724614700
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável
Günter Grass

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1999

Escritor alemão nascido a 16 de outubro de 1927, na cidade de Danzig.
Na década de 30 alistou-se nas fileiras da Juventude Hitleriana. Tinha apenas doze anos quando deflagrou a Segunda Guerra Mundial e, assim que atingiu os dezasseis, foi recrutado pelo exército. Ferido em combate em meados de 1944, voltou ao campo de batalha pouco tempo depois, mas acabou por ser aprisionado pelas tropas norte-americanas e levado para Marienbad, na Checoslováquia.
Libertado em 1946, passou por um período difícil em que teve que sobreviver trabalhando na agricultura, numa mina de potassa, e como aprendiz de pedreiro. A experiência conseguida neste último labor fez com que se entusiasmasse pela via criativa, e em 1948 conseguiu ser admitido no curso de Pintura e Escultura da Academia das Artes de Düsseldorf. Transitou em 1953 para a Academia Estatal de Belas-Artes de Berlim Ocidental, obtendo o seu diploma em 1955. Após se ter associado à célebre tertúlia Gruppe 47, reputada pela crítica social e espírito inovador, empreendeu uma viagem que o levou a lugares como a França, a Itália e a Espanha.
Fixando-se em Paris em 1956, começou a trabalhar como escultor, dedicando também parte do seu tempo à escrita, encetando um romance e compondo versos e peças de teatro que passaram despercebidas. Não obstante, obteve grande reconhecimento a nível internacional logo após a publicação de Die Blechtrommel, em 1959. Estabelecido como romancista, Grass regressou à República Federal Alemã em 1960, escolhendo Berlim como seu domicílio. Continuou a escrever, publicando os dois volumes que, com Die Blechtrommel, formam o corpus que ficou conhecido como a Trilogia de Danzig, pelo facto de Grass fazer decorrer a ação das três obras nessa cidade. Katz Und Maus (1961) e Hundejahre (1963) concentravam-se também na análise do panorama político alemão durante e após a Segunda Guerra Mundial, e vieram confirmar a reputação de Günter Grass. O autor passou então a escolher Berlim como alvo preferencial do olhar astuto que caracterizou a sua obra.
Interessando-se pela militância política, deixou-se contratar por Willy Brandt, na altura dirigente do Partido Social Democrata, mais tarde eleito chanceler. A partir da década de 70, debruçou-se sobre temas de importância, como o pacifismo, a ecologia, o feminismo e o papel dos intelectuais na feitura de um mundo melhor.
Considerado como um porta-voz da sua geração, Günter Grass não só foi eleito presidente da Academia das Artes de Berlim em 1983, como viu a sua obra ser agraciada com elevadas distinções, como por exemplo, o Prémio Internacional Mondello, a Medalha Alexander-Majakovsky, o Prémio Literário Príncipe das Astúrias e o Prémio Nobel da Literatura, atribuído em 1999.
Para além das obras já referidas, convém destacar Aus Dem TagebuchEiner Schneke (1972), Der Butt (1977), Die Rättin (1986) e Im Krebsgang (2002), pelo modo como se preocupa com o futuro da civilização.
Faleceu no dia 13 de abril de 2015, aos 87 anos, na cidade de Lübeck, na Alemanha.

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