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A Paixão de Isaura

de Maria Cecília Garcia
Editor: Oficina da Escrita, fevereiro de 2024 ‧
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«Há momentos na vida que nos fazem pensar em vidas passadas, como se tudo estivesse predestinado e, quando chega esse momento, todas as peças encaixam por si só num jogo estranho que não sabemos se vamos perder ou ganhar.»

Isaura vivia feliz numa pequena aldeia de Trás-os-Montes, com o filho e o marido, no entanto, levada pela cobiça, tenta obter tudo o que é da sua patroa e deixa-se levar pela paixão, entregando-se aos encantos do morgado. É assim que, atrás da porta do quarto, Frederico a toma nos braços, afunda o rosto nos seus cabelos e percorre o seu corpo com as mãos. Isaura sente-se líquida, entrega-se e obedece apenas aos ditames do corpo e do desejo que o morgado lhe desperta.

Nada mais existia, apenas aquela vertigem, aquele voo sem rumo, aquele desalinho dentro e fora dela. Se alguém a observasse ao deixar aquele espaço, podia perceber o seu andar ondulante, o rubor do seu rosto, o decote da blusa, a saia deslocada. Mas ninguém viu, naquela hora a casa descansava em paz. De forma impensada, Isaura abandona o filho e o marido e foge com este homem para Lisboa, iludida por uma vida de felicidade.

Este é um romance onde o amor e a paixão se cruzam. Uma história em que o abandono, a desilusão, o remorso e o perdão são as personagens principais.

Já Isaura é uma anti-heroína, que o leitor aprenderá a amar através da história.

A Paixão de Isaura

de Maria Cecília Garcia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899185326
Editor: Oficina da Escrita
Data de Lançamento: fevereiro de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 229 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 184
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789899185326

Uma boa leitura

Sandra Almeida Junça

“A vida é um conjunto de erros, tristezas e culpas, até mesmo as alegrias. Esquecer é amputar uma parte de nós. Ninguém pode fingir que não viveu, pois todas essas vivências transformam-nos em pessoas. Precisamos aceitar, perdoar-nos e perdoar, de outro modo, a dor gangrena e mata-nos.” Iniciamos esta viagem em Trás-os-Montes, Lagoia, zona raiana, nos finais dos anos 30 do século passado. Isaura é filha de Ana e Armindo, um casal que serve a família rica, detentora da Herdade e das terras que a alimentam. São felizes e Isaura tem a sorte de ser uma criança muito amada pelos pais e por todos os que os rodeiam. Isaura cresce e casa com António, seu companheiro de infância. São felizes e têm um filho, Pedro, que amam muito e a quem dedicam o seu carinho. Mas a vida é matreira. Isaura descobre, ao servir a mulher do patrão, que existe um mundo de luxos, perfumes caros e jóias que começa a ambicionar para si própria. A partir daqui, Isaura começa a tomar decisões que mudarão a vida de todos para sempre. Já em “Estranha Forma de Vida” eu havia descoberto na escrita de Maria Cecília Garcia uma agradável surpresa. As frases parecem surgir naturalmente, sem qualquer artifício, permitindo-nos a imersão total na história que conta. Esta é uma história de escolhas, das consequências que acarretam, mas também de redenção e perdão. Adorei esta leitura, esta história que podia ser real, as personagens que ganham uma vida própria com esta escrita tão transparente e suave.

SOBRE O AUTOR

Maria Cecília Garcia

Maria Cecília Garcia nasceu na Ilha da Madeira, Portugal, num pequeno paraíso chamado Jardim do Mar. Aos seis anos de idade, partiu, na companhia da mãe, para a Venezuela ao encontro do pai, que já lá estava há cinco anos.
Passou a sua infância e adolescência naquele país, mas regressou à sua aldeia, aos 24 anos. Desde 1973, morou em Portugal, na Ilha da Madeira, e depois em Lisboa onde casou.
Nos últimos vinte anos, está radicada na zona Oeste do país. É mãe de dois filhos e tem três netos. Leitora durante toda a vida, gostava também de escrever. Ao ficar viúva, dedicou-se a escrever algumas das muitas histórias e peripécias ocorridas durante a sua vida, e também histórias de outros.
Publicou, em 2016, o seu primeiro livro, História em Pedacinhos - As casas da minha infância e os tempos de chá sem açúcar, uma história pessoal que relata a epopeia dos seus pais na procura de uma vida melhor.
Com o segundo livro, publicado em 2018, A Filha da Mãe - Os pedacinhos que faltavam, encerra a história começada em História em Pedacinhos.
Continua a escrever porque gosta e porque tem muitas histórias para contar. Gosta de falar com os leitores, escrevendo.

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