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A Outra Metade

de Brit Bennett
Livro eBook
Editor: Alfaguara Portugal, junho de 2021 ‧
20,95€
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
As gémeas Stella e Desiree Vignes, tão idênticas de feições quanto diferentes de feitio, nasceram para contrariar a profecia.
Geração após geração, a comunidade negra desta pequena localidade, no Estado sulista de Luisiana, esforça-se por aclarar o tom da sua pele, favorecendo os casamentos mistos. Desiree e Stella são disso um bom exemplo, com a sua pele «cor de areia húmida», olhos castanho-avelã e cabelo ondulado. Mas a aparência não basta para as livrar do estigma, e acabam por assistir à morte violenta do pai, à humilhação da mãe depois disso.

Aos dezasseis anos, escolhem fugir juntas da terra sufocante. Pretendem escapar ao seu sangue e libertar o seu futuro. Mas a fuga para Nova Orleães acaba por ditar o afastamento das irmãs, até então inseparáveis.

Catorze anos mais tarde, Desiree volta à casa materna, arrastando pelas ruas poeirentas da terra uma filha de pele «negra como o alcatrão», que atrai todos os olhares do lugarejo retrógrado. Stella, por seu lado, tem a vida construída numa mentira: vive na Califórnia, faz-se passar por branca, e o marido nada sabe do seu passado.

Apesar de tantos quilómetros e tantas mentiras a separá-las, os destinos das gémeas estão inevitavelmente entrelaçados. E voltarão a cruzar-se, porque é impossível renegar a metade que nos pertence.

Na saga desta família que atravessa quatro décadas e vários Estados, Brit Bennett cria uma história de apelo universal e intemporal. Não se detendo no inevitável tema central da raça e da identidade, A Outra Metade reflecte sobre o peso do passado no presente, pondera as consequências e os limites da reinvenção pessoal e oferece uma meditação poderosa sobre a família e a liberdade individual.

Um romance sensual, envolvente e inquietante, de uma das grandes revelações da literatura americana dos últimos tempos.

«Um dos 10 melhores livros do ano.»
The New York Times

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De Leitor a Protagonista

Um leitor é, em certa medida, um voyeur. Quando lemos um livro, abrimos uma janela através da qual podemos espiar a vida de outras pessoas, reais ou não, isso pouco importa, sem sermos vistos ou julgados, acompanhando a forma como elas lidam com problemas que lhes surgem. À medida que avançamos na leitura, essa janela por onde víamos outras pessoas transforma-se num espelho e as vidas que julgávamos estar a espiar são, afinal, versões nossas que ainda não tínhamos tido lucidez para encarar. Este fenómeno de nos colocarmos na pele de uma personagem é particularmente forte nos romances de formação, um género literário que narra o crescimento e amadurecimento psicológico, moral e emocional de uma personagem, geralmente desde a infância ou juventude até à idade adulta. Cada passo que a personagem dá é também um passo nosso e, sem darmos por isso, vamo-nos descobrindo nas entrelinhas. De Amanhã em Amanhã, de Gabrielle Zevin Gabrielle Zevin cria um jogo narrativo muito interessante em De Amanhã em Amanhã. As duas personagens principais, Sadie e Sam, conhecem-se em crianças e têm em comum a paixão por videojogos. À medida que crescem, essa paixão torna-se num elo que os une e separa, moldando a sua amizade e as suas personalidades. Habituados à possibilidade de repetir níveis e reiniciar jogos, confrontam-se com a realidade, onde os erros não podem ser desfeitos tão facilmente. No romance, assistimos a vários reinícios, tentativas, falhas e reconciliações, todos parte de uma jornada de crescimento e descoberta pessoal. Sadie e Sam aprendem que, ao contrário dos videojogos, a vida não oferece pausas nem reinícios fáceis, exige deles coragem para enfrentar as consequências das suas escolhas. Através desta metáfora, Gabrielle Zevin constrói um romance de formação moderno, que explora a complexidade das relações humanas, a passagem do tempo e a busca incessante por redenção e identidade. É uma narrativa que nos convida a refletir sobre como os erros, longe de nos definirem para sempre, são frequentemente o motor do nosso crescimento e transformação. COMPRO NA WOOK! » Os Detetives Selvagens, de Roberto Bolaño Os Detetives Selvagens, de Roberto Bolaño, não é um romance de formação típico. Longe de ser uma espécie de mapa onde acompanhamos o percurso de uma ou mais personagens, o romance do autor chileno é um labirinto. As personagens principais do livro, Arturo Belano, Ulisses Lima e Juan García Madero, um grupo de poetas, embarcam numa viagem fragmentada e delirante que começa na Cidade do México, passa pelo deserto de Sonora e se estende por vários países do mundo. O objetivo que os move é insólito: seguir os passos de Cesárea Tinajero, uma poetisa misteriosa, com pouca obra publicada, mas que se tornou figura de culto entre os jovens poetas. Os Detetives Selvagens é um romance de formação às avessas: não há uma chegada clara, não há lições bem aprendidas, apenas o crescimento que se dá na deriva e na falha. Bolaño desmonta a ideia de que crescer é ganhar forma. Para estes detetives-poetas, crescer é perder-se, multiplicar-se, apagar-se. A beleza deste livro reside na recusa em oferecer um trajeto e na coragem de fazer do caos um modo de estar no mundo e na literatura. COMPRO NA WOOK! » Shuggie Bain, de Douglas Stuart Enquanto Os Detetives Selvagens se foca na ideia de errância e de fuga sem destino como motor de toda a história, Shuggie Bain, de Douglas Stuart, é um livro que centra as atenções na procura lenta e interior pelo amadurecimento. Uma viagem íntima. Shuggie, o protagonista, é um rapaz sensível e deslocado, inserido num ambiente pobre e em mudança – a Escócia industrial dos anos 80 –, que vive com a mãe, uma mulher alcoólica. Esta é uma leitura dura e comovente, onde assistimos, na primeira fila, à luta deste rapaz por uma mãe que o negligencia e retrai, e a busca pela sua verdadeira identidade, que um dia poderá libertá-lo. O romance, vencedor do Booker Prize em 2020, reverbera as consequências desta luta e mostra que a dor e a ternura podem coexistir e que, no caso de Shuggie, tal como no de muitos rapazes e raparigas em condições semelhantes, crescer não é um triunfo, mas sim uma disputa íntima e persistente, travada num território de resistência e perda, para não ceder ao desespero. COMPRO NA WOOK! » A Arte da Alegria, de Goliarda Sapienza Há muitos pontos de ligação entre o romance de Douglas Stuart e A Arte da Alegria, de Goliarda Sapienza, mas os dois protagonistas são bastante distintos. Se Shuggie fosse um animal, seria um ouriço, protegido por uma couraça de espinhos que resguarda o seu interior sensível do mundo exterior. Por outro lado, Modesta, a heroína de A Arte da Alegria, seria uma águia: sempre vigilante, de visão aguçada e domínio do território, movida por um profundo sentido de liberdade. Nascida entre os séculos XIX e XX, como uma premonição das mudanças que estavam por vir, Modesta cresce numa sociedade patriarcal e tradicional que limita o poder da mulher, relegando-a a um estatuto inferior ao do homem. Ao contrário de Shuggie, que se protege erguendo uma carapaça, a jovem italiana, inteligente e obstinada, reinventa-se e resiste, impondo a sua força sem medo de represálias. Em contracorrente com o pensamento da época, este romance apresenta uma mulher que desafia convenções, explora a sua sexualidade sem receios, rompe tabus e recusa os papéis submissos que lhe foram impostos, afirmando-se com uma força inabalável e uma liberdade conquistada a pulso. COMPRO NA WOOK! » A Outra Metade, de Brit Bennett Em A Outra Metade, a escritora norte-americana Brit Bennett parte de uma premissa fascinante para abordar temas como o racismo, a identidade e a diferença. O romance acompanha as vidas das gémeas Stella e Desiree que, apesar de partilharem o mesmo passado, seguem caminhos muito diferentes. Stella opta por ocultar a sua origem racial, assumindo-se como branca, enquanto Desiree permanece na comunidade negra que as criou. Essa separação cria um abismo entre elas, explorando as tensões entre pertença e negação, segredo e verdade. À medida que as suas histórias se entrelaçam e desvendam, Bennett revela como o legado familiar e social molda decisões, relações e o próprio sentido de identidade. No centro da narrativa está a busca por aceitação e autenticidade num mundo dividido pelo preconceito, onde crescer é um ato de coragem e resistência. COMPRO NA WOOK! »

A Outra Metade

de Brit Bennett

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897843082
Editor: Alfaguara Portugal
Data de Lançamento: junho de 2021
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 24 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 384
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897843082

Bonita História!

Catarina

Considerado um dos melhores livros do ano, tem uma escrita fluida e cativante.

Pensando

Paula Gonçalves

Livro com enredo e história que nos faz Pensar sobre o que realmente será o racismo, porque às vezes não está em causa a tua cor mas sim as dos teus antepassados. Por isso às vezes sao tudo metades. História entre duas irmãs gémeas.

Adorei!

BMG

História muito bem escrita, cativante e que nos transporta para uma outra realidade. Recomendo totalmente.

A história não me conseguiu envolver

Teresa Ferreira

Parti para esta leitura com grande expectativa mas infelizmente não me encheu as medidas.

Está na lista dos Melhores do Ano!

As Leituras da Fernanda

"A Outra Metade" é uma história fenomenal e extraordinariamente bem escrita. Nota-se que cada ação é calculada com peso e medida, de forma a ter o impacto correto no leitor. Tudo nos impele a fazer parte da história, nem que seja do ponto de vista do observador. Absolutamente fascinante.

Muito bom

Ana Carvalho

Da melhor ficção que li recentemente. "A Outra Metade" é uma abordagem real e reflexiva sobre o papel do preconceito e da "raça" na história do coletivo. Mas é principalmente uma história de mulheres, de personagens fortes e de quando as decisões que tomamos podem definir o nosso percurso de vida de forma tão diferente, mesmo que partindo do mesmo ponto. Brit Bennett sabe como envolver os leitores, vou estar atenta a futuros livros da autora.

Cativante

João S.

O meu livro preferido deste ano até ao momento e que dificilmente será suplantado. Com um enredo profundo e comovente, a história das gémeas Stella e Desiree mostra com exatidão e um impressionante realismo a forma como o legado do preconceito racial condiciona sob diversos prismas a vida de quem dele sofre em todas as suas fases, independentemente da perspetiva que dele se tenha. De tirar o fôlego da primeira à última página. A Outra Metade é um daqueles livros que nos inquieta e acrescenta!

Suave e Profundo

Filipa Sousa

Uma história que nos agarra logo nas primeiras páginas, uma escrita suave e cativante que nos prende por todo o enredo das personagens. Um dos melhores livros que li no últimos tempos.

Uma leitura instrutiva e impactante

Sandra Chaves

Eu simples amei esse livro. Um verdadeiro drama familiar emocionante, envolvente, intenso, complexo e acima de tudo necessário. A autora soube abordar temas sensíveis de uma forma simples e incrível, abordando temas como classes sociais, racismo, colorismo, pessoas trans, violência contra a mulher, preconceito, amizade, companheirismo, família… entre vários outros. Sem contar com o desfecho que foi bonito e profundo, ao abordar com sensibilidade temas como reencontros, despedidas, recomeços e partidas. Não consigo expressar em palavras o quanto esse livro foi especial para mim, com certeza uma leitura que deveria ser lida por todos!

SOBRE O AUTOR

Brit Bennett

Brit Bennett nasceu e cresceu na Califórnia.
Formou-se na Universidade de Stanford e obteve um mestrado em ficção na Universidade do Michigan, onde recebeu o Hopwood Award e o Hurston/Wright Award.
Em 2016, foi eleita uma das cinco vozes mais promissoras da literatura americana com menos de 35 anos pela National Book Foundation.
A autora escreve para publicações como The New Yorker, The New York Times Magazine, The Paris Review e Jezebel.
Estreou-se no romance com As mães, que conheceu sucesso imediato e foi finalista dos prémios Médicis e PEN/ Robert W. Bingham Prize for Debut Fiction.
A outra metade, o seu segundo romance - também publicado em Portugal pela Alfaguara -, estabeleceu definitivamente o nome de Brit Bennett entre as grandes novas vozes da literatura norte-americana.

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