A Monstruosidade de Cristo

de Slavoj Žižek
Editor: Relógio D'Água, julho de 2008 ‧
«(…) Quando as pessoas imaginam toda a espécie de sentidos profundos porque as "assustam as palavras que dizem: Ele fez-se Homem", aquilo que na realidade receiam é perderem o Deus transcendente que garante o sentido do universo, Deus como o senhor oculto que move os cordelinhos — em seu lugar encontramos um deus que abandona a sua posição transcendente e se precipita na sua própria criação, comprometendo-se com ela até à morte, o que faz com que nós, seres humanos, fiquemos sem qualquer Poder superior que olhe por nós, sem outra coisa que não seja o terrível fardo da liberdade e da responsabilidade pelo destino da criação divina e, portanto, do próprio deus.
Não continuaremos hoje a recear demasiado assumir todas as consequências dessas palavras? Não preferirão aqueles que se dizem "cristãos" guardar a imagem confortável de um Deus sentado lá em cima, que observa benevolentemente as nossas vidas, nos envia o seu filho como símbolo do seu amor, ou, ainda mais confortavelmente, com a simples imagem de uma Força Superior impessoal?»

A Monstruosidade de Cristo

de Slavoj Žižek

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896410506
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: julho de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 233 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 142
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789896410506

SOBRE O AUTOR

Slavoj Žižek

Slavoj Žižek, nascido a 21 de março de 1949, é um filósofo esloveno, teórico cultural e intelectual.
Foi diretor internacional do Birkbeck Institute for the Humanities, na Universidade de Londres; é professor de alemão na Universidade de Nova Iorque, professor de filosofia e psicanálise na European Graduate School e investigador sénior no Instituto de Sociologia e Filosofia da Universidade de Liubliana.
O seu trabalho incide sobretudo sobre filosofia — particularmente hegelianismo, psicanálise e marxismo — e teoria política, bem como sobre crítica cinematográfica e teologia.
Escreveu mais de 50 livros em várias línguas e fala esloveno, servo-croata, inglês, alemão e francês. O estilo idiossincrático das suas aparições públicas, os frequentes artigos de opinião em revistas e os seus trabalhos académicos — caracterizados pelo uso de humor negro e exemplos de cultura popular, bem como por provocações politicamente incorretas — trouxeram-lhe fama, controvérsia e críticas, dentro e fora da academia.

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