A Mão Sul-Africana

O envolvimento das forças de defesa da África do Sul no Sudeste de Angola (1966-1974)

de Miguel Júnior
Editor: Tribuna da História, fevereiro de 2014 ‧
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Os movimentos de libertação nacional de Angola deram início à luta armada em 1961, tendo as Forças Armadas Portuguesas ripostado com medidas de contrainsurreição e contado, nessa sua luta contra os movimentos de libertação, com o auxílio da África do Sul. Com efeito, no período de 1966 a 1974, as Forças de Defesa de África do Sul envolveram-se nas ações de contrainsurreição que as Forças Armadas Portuguesas desencadearam contra os movimentos de libertação de Angola (MPLA, FNLA e UNITA), no contexto da luta que as Forças de Defesa da África Sul levavam então a cabo contra a SWAPO, organização que utilizava o território de Angola para se infiltrar no Sudoeste Africano. Por isso, a participação da África do Sul no esforço de guerra contra os movimentos de libertação em Angola enquadrou-se numa perspetiva de defesa antecipada e prevenção contra eventuais cenários de ameaça no Sudoeste Africano e na África do Sul.
A análise que ora se empreende do envolvimento das Forças de Defesa da África do Sul na campanha de contrainsurreição levada a cabo pelas Forças Armadas Portuguesas visa, por isso, não só identificar a natureza desse envolvimento, mas também descortinar as lições a extrair do ponto de vista da guerra de contrainsurreição.

A Mão Sul-Africana

O envolvimento das forças de defesa da África do Sul no Sudeste de Angola (1966-1974)

de Miguel Júnior

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898219466
Editor: Tribuna da História
Data de Lançamento: fevereiro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 171 x 244 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789898219466

Uma faceta pouco estuda dos conflitos em Angola

Tiago Manalvo

Miguel Júnior realizou uma importante e interessante investigação sobre o envolvimento, muitas vezes não-oficial, das forças armadas da África do Sul, tema que tem sido pouco estudado. Este envolvimento prendia-se com uma estratégia que remonta à política traçada em Alcora, que visava a manutenção de um domínio da África Austral repartido entre a África do Sul, Portugal e a Rodésia, procurando evitar que essa importante região viesse a cair nas mãos de regimes alinhados com a União Soviética

Inverdades históricas

Manuel Martins

Caso soubesse que Miguel Júnior é um oficial general das FAAngolanas , não teria adquirido o livro. Fui combatente na guerra do ultramar como sargento miliciano e sem dúvida que existe uma contradição nas baixas indicadas pelo autor nas nossas forças armadas. Segundo números oficiais hoje disponíveis, o número de baixas em Angola, das nossas tropas, nos anos de 1961 a 1966 foram respectivamente de 126, 121, 83, 103,93 e 106, sendo que neste total e do recrutamento da Província são 17, 9, 5, 4, 7 e 14, muito longe dos milhares que Miguel Júnior referencia. Centenas e quase milhares foram os civis, homens, mulheres e crianças de todas as raças e credos vítimas da barbárie que assolou o norte e leste de Angola, vítimas dos terroristas que espalharam a barbárie em 1961. Miguel Júnior, numa tese de doutoramento devia ter tido vergonha de propalar tanta mentira. De salientar que em 1961, as tropas portuguesas existentes em Angola não passavam de tropas de quadrícula do recrutamento da província. Para Angola e em força foi o grito de Salazar. Miguel Júnior um oficial General deveria de ter vergonha de tanta mentira. Porque não falou ele no Batalhão 32, o célebre Batalhão Búfalo sul-africano, considerado o melhor do mundo em contrainsurreição? A Tribuna da História e antes de publicar tanta inverdade, deveria certificar-se da mesma. Está na moda as inverdades históricas. É o que vende.

SOBRE O AUTOR

Miguel Júnior

Miguel Junior, quartel-general das forças armadas Angolanas, desempenhou, ao longo da sua carreira, diversas funções.
É autor de diversas obras e artigos sobre Defesa, Segurança e História.
Com o projeto investigação que deu origem a esta obra - A Guerra na África Austral. Analise da estratégia total nacional da África do Sul -1948/1994 – Miguel Júnior obteve o Doctorate Degree em história pela University of Texas at Austin, EUA.
É mestre em História Militar pela academia Militar/Universidade dos Açores de Portugal e em história pela Califórnia Hill University. È Ph.D.
Em História pela Atlantic Internacional University be pela Paramount Califórnia University (Magna Cum Laud).

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