A Lavadeira de Caneças

de Maria Adelaide Calado
Editor: Palimage, dezembro de 2011 ‧
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A roupa que lavo neste rio que é a vida não está isenta de nódoas. Assim a obra que apresento.

Diz o povo que a água tudo lava. E há um filme antigo cujo título é Aldeia da Roupa Branca de cujas lavadeiras se destaca a grande actriz que foi Beatriz Costa.

Nós, as lavadeiras do nosso tempo, temos de usar sabão azul, que é o melhor para tornar brancas as roupagens que esta nossa aldeia global teima em vestir.

Para branquear a minha roupa só um divino sol.

A Lavadeira de Caneças

de Maria Adelaide Calado

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897030031
Editor: Palimage
Data de Lançamento: dezembro de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 209 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 176
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897030031

SOBRE O AUTOR

Maria Adelaide Calado

Maria Adelaide Calado continua a perguntar insistentemente no seu último livro (Ah, o tempo em que o amor cheirava a rosas): "Quem sou eu?" Queria-se pois em construção a vida inteira, sem nunca deixar de regressar às imagens que de si encontrava no espelho: flor de giesta, tojo ou rosmaninho. Ou ao berço de que não se afastou: filha da brancura do monte e das searas ondulantes. Sabia-se igualmente afirmativa, mesmo tenaz, e ao mesmo tempo doce e compassiva. Tinha um pacto com Deus que a apaziguava e a fortalecia e encontrava no mundo as alegrias que tão bem sabia cultivar e as interrogações que lhe alimentavam o intelecto e a vontade de participar. Foi protetora da língua portuguesa e de todos os meninos a quem a ensinou e que ajudou a crescer muito para além das matérias de estudo. Assumia-se conservadora, em contra corrente face ao moderno e inabalável elogio da mudança; sobretudo conservadora da memória e do tempo, que passam também pelo cultivo dos rituais e das tradições, ingredientes que ademais ocupam um lugar de relevo nos seus textos. E ainda assim assombrosamente adaptável e atualizada, quando tal lhe era exigido por força das circunstâncias – que eram para ela as da cidadania e sempre em primeiro lugar as dos afetos. Sonhadora e lírica, romântica inveterada, Mãe e amorosa sobre tudo o resto.

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