A Imobilidade Fulminante

de António Ramos Rosa
Editor: Campo das Letras, abril de 1998 ‧


É no instante em que a fábula é luz e silêncio
sobre a página branca
e a ilusão é a verdade da ilusão
que tu sentes a imobilidade impossível
que não consente que se desenhe qualquer figura
É o momento privilegiado em que é possível inaugurar
o que transcende o sentido e fermenta
São vivos os veios verdes de uma lâmpada de pedra
e as imagens de água dissolvem-se na água
mas uma aura subsiste ténue e fascinante A tua mão flui com um movimento de música
e os seus acordes diluem-se na brancura da página

«(…) "A Imobilidade Fulminante" é uma obra escrita a partir da leitura dos poemas de "A Mão Feliz", de Rosa Alice Branco e, por conseguinte, a versão de um outro poeta ou de um outro leitor que não o autor ou, porventura, uma réplica ou correspondência intertextual, penso já não ser necessário que me debruce aqui sobre este livro admirável. As duas obras podem talvez considerar-se um todo uno (na sua correspondência livre) cuja unidade é suficientemente elucidativa.»
António Ramos Rosa, da Introdução

A Imobilidade Fulminante

de António Ramos Rosa

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726100461
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: abril de 1998
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 86
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789726100461
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

António Ramos Rosa

Destacado poeta e crítico português nascido em Faro em 1924. Foi militante do MUD (Movimento de União Democrática) e conheceu a prisão política. Trabalhou como tradutor e professor, tendo sido um dos diretores de revistas literárias como Árvore e Cassiopeia. O seu primeiro livro de poesia, O Grito Claro, foi publicado em 1958. A sua obra poética ultrapassa os cinquenta títulos. É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). Em 1988 foi distinguido com o Prémio Pessoa. Faleceu em setembro de 2013.

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