A Greve Geral de 1903 no Porto - AFRT

Um estudo de história, comunicação e sociologia

de Eduardo Cintra Torres
Editor: Edições Afrontamento, junho de 2018 ‧
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A greve começou numa fábrica na Rua do Bonjardim. Espalhou-se a outras fábricas de tecelões e, depois, a dezenas de milhares de operários de todos os sectores. Polícia e tropa reprimiram grevistas junto das fábricas, nas ruas, nas ilhas. Eles responderam à pedrada e coagiram os recalcitrantes.

Seria, até aqui, uma greve normal, mas o movimento social grevista, com esplêndida organização e adaptada à situação, mudou o rumo dos acontecimentos. Garantiu o apoio da imprensa diária do Porto; ocupou o espaço público central da cidade, com multidões que espectacularizaram a miséria; adoptou a não-violência, que paralisou a repressão; negociou com os industriais de igual para igual; mobilizou a solidariedade dos cidadãos do Porto e do país; abalou a vida quotidiana da cidade; e conseguiu a vitória nas principais reivindicações.

Foi a maior greve até então em Portugal, uma greve geral como nunca se tinha vivido, mas a sua memória perdeu-se, porque os vencedores de então, os anarquistas, foram depois vencidos, e os novos donos do sindicalismo esconderam este magnífico e inovador movimento social.

Este livro conta a história, contextualiza, analisa e ilustra a greve que abalou o Porto e o país em 1903.

A Greve Geral de 1903 no Porto - AFRT

Um estudo de história, comunicação e sociologia

de Eduardo Cintra Torres

Propriedade Descrição
ISBN: 9789723616293
Editor: Edições Afrontamento
Data de Lançamento: junho de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 168 x 240 x 26 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 448
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789723616293

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Tiago Manalvo

A cidade do Porto é conhecida na história de Portugal pelo seu passado contestatário. Os acontecimentos da Guerra Civil de 1828 / 1834, e todo o subsequente processo revolucionário que se lhe seguiu e só termina com a Regeneração, acentuaram ainda mais essa vertente, que deu uma vez mais sinais com a tentativa de revolução de 31 de Janeiro de 1891. Este importante obra de investigação vem revisitar a contestação laboral vivida naquela cidade da foz do Douro, em 1903, e como a Greve Geral a que deu origem serviu para um despertar das condições de vida dos trabalhadores fabris, processo aliás já experimentado anteriormente noutros países, no decurso da sua industrialização.

Um retrato de uma parte do Porto

Jorge Mota

A obra é escrita com mestria, com um discurso envolvente e rigoroso do ponto de vista histórico. Pela sua leitura conseguimos conhecer um pouco do Porto do início do século XX, sobretudo na vertente dos seus operários e das suas condições de trabalho. Aí entendemos como algum caminho foi feito em termos de legislação do trabalho, mas que nas mentalidades continua a ser necessário fazer caminho. Por outro lado, compreendemos como a imprensa desempenhava já um papel importante na moldagem da opinião pública. Tornou-se uma obra importante para a nossa investigação histórica.

SOBRE O AUTOR

Eduardo Cintra Torres

Doutorado em Sociologia, depois de formação em Comunicação e em História.
Jornalista desde 1983, mantém essa categoria profissional enquanto comentador de TV, publicidade e cultura mediática em diversos meios de comunicação social.
É autor de inúmeros artigos académicos e ensaios e de 19 livros, entre os quais A Tragédia Televisiva, na Universidade Católica Editora.
Professor auxiliar convidado na UCP e no ISCTE.

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