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A Forasteira

de Olga Merino
Livro eBook
Editor: Quetzal Editores, agosto de 2024 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Numa Andaluzia rural e quase desertificada, Angie é o último membro de uma família pobre oriunda de um bairro operário de Barcelona. Vive isolada, numa casa decrépita, apenas acompanhada pelos dois cães, os fantasmas do passado familiar e a memória de um grande amor de juventude.

Uma manhã, descobre o corpo do proprietário das terras da região enforcado numa nogueira - o que vai fazer perigar a permanência de Angie no seu pequeno pedaço de terra. Enquanto luta pelo que lhe pertence, descobrirá segredos bem enterrados, entre eles o que liga a sua família à dos latifundiários - uma estranha dinastia com uma história de suicídio a cada geração.

Considerado um western contemporâneo, género em que o território, a lei, o peso da paisagem e as pessoas divididas têm protagonismo, A Forasteira é também um magnífico romance sobre liberdade e resistência.

«Um western rural numa Andaluzia intemporal.»
Ignacio Martínez de Pisón

«Uma impiedosa história rural, literariamente exuberante.»
El País

«A linguagem é forte, como o é a personagem principal, e através das suas palavras sentimos a terra e o vinho, vemos as cores do céu e também da solidão. Dor e morte, memória e identidade entretecem-se neste romance, que também nos leva para os abismos, na beira do qual estão algumas das personagens.»
La Vanguardia

«Olga Merino mostra-nos como a predatória devastação humana já não é apenas externa. A sua pior consequência é abalar os alicerces do eu interior, a nossa essência enquanto seres vivos.»
El Mundo

A Forasteira

de Olga Merino

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897228612
Editor: Quetzal Editores
Data de Lançamento: agosto de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Coleção: Serpente Emplumada
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897228612
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

A Forasteira

João S.

Já tinha boas expetativas com este livro mas que, ainda assim, conseguiram ser superadas na sua leitura. Linguagem rica nos detalhes e na crueza que nos hipnotiza com a sua lucidez. A ruralidade descrita com a mestria só ao alcance de um grande talento. Uma história de persuasão e empoderamento com uma das melhores protagonistas que a literatura me deu a conhecer nos últimos anos. Um livro avassalador da primeira à última página. Recomendo vivamente!

Uma obra que marca

Isabel Duarte Pires

"Disse-me que os suicidas escolhem as nogueiras porque têm ramos suficientemente resistentes para suportar o peso de um corpo. Imagino que sim. E a solidão, séculos e séculos de solidão." Angie, de 50 anos, depois de um longo período a viver em Inglaterra, regressou à terra da família e foi habitar a casa dos antepassados, cheia de recordações e algumas mensagens da sua avó. É uma mulher solitária, que tem por companhia os seus cães, Pluto e Capitana, a música e as memórias. Vista pelos residentes como excêntrica, sente os comentários que são feitos sobre si e a reduzida vontade de convívio que a população lhe manifesta. Angie também não pretende essa aproximação, bastando-lhe um quotidiano simples e em contacto com a natureza. O suicídio do proprietário mais abastado da aldeia fez emergir recordações, segredos há muito só murmurados. E que envolviam também a família de Angie. Foi uma leitura que não apetecia parar, apesar das passagens mais brutais. Remeteu-me muito para o livro Caruncho, de Layla Martínez, pelas semelhanças existentes entre as duas localidades, ambas pequenas, fechadas em si, controladoras dos passos alheios e na posse de arcas de segredos em todos os cantos. Um povoado pequeno, onde a solidão é um peso quase permanente, a compaixão uma palavra sem sentido e as pessoas diferentes são sufocadas e hostilizadas. (Afinal, o que também se passa em meios urbanos.)

UAU!

Ler, um prazer adquirido

Uau! A escrita escorreita numa linguagem rica impressiona desde a primeira página. A protagonista também. Angie. Dei por mim a ler devagar para melhor o apreciar. “Assim foi esta terra deste que o tempo é tempo, espinhas quebradas e jornadas miseráveis.” “Às vezes, quando acabo as tarefas da horta ou fico com o cérebro empastelado de tanto ler, vou até à curva contemplar a luz a alterar as tonalidades das silvas e semicerro os olhos para tentar descobrir o equívoco das cores.” Uma personagem única num cenário agreste com uma história de resiliência e solidão. Sem compaixão. Uma história de mortes/ suicídios que entrelaça o passado com o presente para explicar um drama familiar, com tantos temas de fundo como a exploração dos mais necessitados, a desertificação, os imigrantes ilegais, a vida nómada dos jornaleiros do campo, os crimes na ditadura. Uma história muito bem urdida e melhor contada. Extraordinária.

SOBRE O AUTOR

Olga Merino

Olga Merino nasceu em Barcelona, em 1965. É jornalista, ensaísta e ficcionista, e autora de Cenizas rojas, seu romance de estreia (publicado em 1999), a que se seguiram Espuelas de pape (2004), Perros que ladran en el sótano (2012) e La Forasteira (2020). O seu mais recente livro, Cinco inviernos (publicado em 2022, no trigésimo aniversário do fim da União Soviética), relata os anos em que viveu na Rússia como correspondente. É atualmente professora de escrita criativa no Ateneu de Barcelona. Olga Merino foi agraciada com o Prémio Real Academia Española e com o Premio Vargas Llosa. O seu romance A Forasteira foi considerado um dos cinquenta melhores livros de 2020 pela revista Forbes e pelo suplemento Babelia do jornal El País. A Forasteira constitui a sua estreia em Portugal.

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