A Forasteira
SINOPSE
Uma manhã, descobre o corpo do proprietário das terras da região enforcado numa nogueira - o que vai fazer perigar a permanência de Angie no seu pequeno pedaço de terra. Enquanto luta pelo que lhe pertence, descobrirá segredos bem enterrados, entre eles o que liga a sua família à dos latifundiários - uma estranha dinastia com uma história de suicídio a cada geração.
Considerado um western contemporâneo, género em que o território, a lei, o peso da paisagem e as pessoas divididas têm protagonismo, A Forasteira é também um magnífico romance sobre liberdade e resistência.
CRÍTICAS
«Um western rural numa Andaluzia intemporal.»
Ignacio Martínez de Pisón
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Uma impiedosa história rural, literariamente exuberante.»
El País
«A linguagem é forte, como o é a personagem principal, e através das suas palavras sentimos a terra e o vinho, vemos as cores do céu e também da solidão. Dor e morte, memória e identidade entretecem-se neste romance, que também nos leva para os abismos, na beira do qual estão algumas das personagens.»
La Vanguardia
«Olga Merino mostra-nos como a predatória devastação humana já não é apenas externa. A sua pior consequência é abalar os alicerces do eu interior, a nossa essência enquanto seres vivos.»
El Mundo
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897228612 |
| Editor: | Quetzal Editores |
| Data de Lançamento: | agosto de 2024 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 150 x 230 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 224 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Serpente Emplumada |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 9789897228612 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
A Forasteira
João S.
Já tinha boas expetativas com este livro mas que, ainda assim, conseguiram ser superadas na sua leitura. Linguagem rica nos detalhes e na crueza que nos hipnotiza com a sua lucidez. A ruralidade descrita com a mestria só ao alcance de um grande talento. Uma história de persuasão e empoderamento com uma das melhores protagonistas que a literatura me deu a conhecer nos últimos anos. Um livro avassalador da primeira à última página. Recomendo vivamente!
Uma obra que marca
Isabel Duarte Pires
"Disse-me que os suicidas escolhem as nogueiras porque têm ramos suficientemente resistentes para suportar o peso de um corpo. Imagino que sim. E a solidão, séculos e séculos de solidão." Angie, de 50 anos, depois de um longo período a viver em Inglaterra, regressou à terra da família e foi habitar a casa dos antepassados, cheia de recordações e algumas mensagens da sua avó. É uma mulher solitária, que tem por companhia os seus cães, Pluto e Capitana, a música e as memórias. Vista pelos residentes como excêntrica, sente os comentários que são feitos sobre si e a reduzida vontade de convívio que a população lhe manifesta. Angie também não pretende essa aproximação, bastando-lhe um quotidiano simples e em contacto com a natureza. O suicídio do proprietário mais abastado da aldeia fez emergir recordações, segredos há muito só murmurados. E que envolviam também a família de Angie. Foi uma leitura que não apetecia parar, apesar das passagens mais brutais. Remeteu-me muito para o livro Caruncho, de Layla Martínez, pelas semelhanças existentes entre as duas localidades, ambas pequenas, fechadas em si, controladoras dos passos alheios e na posse de arcas de segredos em todos os cantos. Um povoado pequeno, onde a solidão é um peso quase permanente, a compaixão uma palavra sem sentido e as pessoas diferentes são sufocadas e hostilizadas. (Afinal, o que também se passa em meios urbanos.)
UAU!
Ler, um prazer adquirido
Uau! A escrita escorreita numa linguagem rica impressiona desde a primeira página. A protagonista também. Angie. Dei por mim a ler devagar para melhor o apreciar. “Assim foi esta terra deste que o tempo é tempo, espinhas quebradas e jornadas miseráveis.” “Às vezes, quando acabo as tarefas da horta ou fico com o cérebro empastelado de tanto ler, vou até à curva contemplar a luz a alterar as tonalidades das silvas e semicerro os olhos para tentar descobrir o equívoco das cores.” Uma personagem única num cenário agreste com uma história de resiliência e solidão. Sem compaixão. Uma história de mortes/ suicídios que entrelaça o passado com o presente para explicar um drama familiar, com tantos temas de fundo como a exploração dos mais necessitados, a desertificação, os imigrantes ilegais, a vida nómada dos jornaleiros do campo, os crimes na ditadura. Uma história muito bem urdida e melhor contada. Extraordinária.
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