A Flor Pisada

de Leonid Andréev

editor: Estrofes & Versos
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Chamava-se Iura. Tinha seis anos completos, já ia a caminho dos sete; e o mundo para ele era algo de imenso, vivo e encantadoramente desconhecido. Ele conhecia bem o céu, conhecia a sua cor diurna de um azul profundo, conhecia as nuvens brancas, cinzentas ou até douradas que passavam lentamente a flutuar: observava-as muitas vezes, deitado na relva ou no telhado. Mas não conhecia tão bem as estrelas, porque se deitava cedo; conhecia bem apenas uma delas, verde, brilhante e atenta, que surgia no céu pálido mesmo antes do sono chegar, e que, obviamente, parecia ser a única daquele tamanho em todo o céu.

A Flor Pisada

de Leonid Andréev

ISBN: 9789898292117
Editor: Estrofes & Versos
Idioma: Português
Dimensões: 99 x 149 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898292117
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Infância e morte

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A escrita de Andréev está repleta de aspectos trágicos sobre a condição humana, uma escrita com agulhas muito afiadas. Estes 2 contos não fogem à regra. Sofrimento, miséria e desespero. Um óptimo livro de um escritor pouco traduzido em Portugal.

Leonid Andréev

Leonid Andréev (1871-1919), génio louco e revoltado, é um dos autores mais importantes da literatura russa do século XX, famoso por obras como Os Sete Enforcados (1904) e O Riso Vermelho (1908). Leitor voraz de Schopenhauer, Dostoiévski e Nietzsche, estudou Direito em São Petersburgo e Moscovo, e cedo se tornou prisioneiro do álcool e de tendências suicidas. Foi dramaturgo, fotógrafo e militante anticzarista, e laços de amizade o uniam a Gorki, com quem se desentendeu devido à publicação do conto As Trevas. Legou-nos a sensibilidade desenfreada de uma escrita que vai ao osso, uma obra magistral pautada pelo fatalismo e uma voz premonitória que ecoa na modernidade e nos seus condenados e algozes. Intitulava-se um apóstolo da autoaniquilação, versando como ninguém o caos do mundo e a loucura e as tragédias do seu semelhante. Encarava o terror bolchevique como um mal absoluto e exilou-se na Finlândia, onde morreu só e na penúria. A sua obra foi censurada pelas autoridades soviéticas até ao final dos anos 50.

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