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A Fábrica do Absoluto

de Karel Capek; Ilustração: Josef Capek
Editor: Antígona, junho de 2022 ‧
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Quando, na senda do progresso, o mundo assiste à descoberta de um engenho capaz de produzir energia ilimitada por tuta-e-meia, poucos adivinhariam que esta maravilha moderna teria um grave efeito secundário: a libertação do inquietante Absoluto, a essência espiritual contida na matéria, que converte todos os seres - dos mais mundanos aos levianos - em fervorosos fanáticos religiosos.

Rapidamente o planeta está a braços com uma epidemia de religiosidade e vê a sua população transformada em multidões de crentes, que ora fazem milagres, ora pregam o amor ao próximo, e que, em breve, querem converter por todos os meios as nações vizinhas à sua verdade, indiscutivelmente a suprema e a melhor, desencadeando uma inevitável guerra global.

O romance A Fábrica do Absoluto (1922), sátira brilhante e premonitória que não ganhou uma ruga, é agora publicado em tradução directa do checo, com desenhos de Josef Capek (1887-1945), o irmão do autor, retirados da edição original.

A Fábrica do Absoluto

de Karel Capek; Ilustração: Josef Capek

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726083856
Editor: Antígona
Data de Lançamento: junho de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 136 x 214 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 208
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726083856

SOBRE O AUTOR

Karel Capek

Karel Capek (Malé Svatonovice, 9 de janeiro de 1890 - Praga, 25 de dezembro de 1938). Novelista, dramaturgo e encenador checo. Conhecido pela sua peça realizada em 1921, R. U. R. (Rossum's Universal Robots), a mais famosa, onde inventou a palavra ROBOT. Escreveu ainda a sátira "Power and Glory" e o drama "The World We Live In". Formou-se na Universidade de Praga. Foi também editor do jornal de Praga e ensaísta político.
Karel Capek é considerado o maior autor checo da primeira metade do século XX. Foi o maior novelista da Checoslováquia e representante do seu espírito democrático. As suas peças de teatro estrearam na Broadway pouco tempo depois da sua estreia em Praga e os seus livros foram traduzidos em várias línguas. Os seus textos são marcados por uma escrita clara e apelativa, que o torna excecional.
Morreu no dezembro anterior ao início da Segunda Guerra Mundial. A sua morte resulta de um período de uma pneumonia originada por uma greve de fome e recusa de viver no seu país, depois dos aliados terem rejeitado ajuda à Checoslováquia para a proteger de Hitler. A Gestapo classificou-o como inimigo público n.º 2. Depois da guerra o trabalho de Capek foi relutantemente aceite pelo regime comunista checo, já que enquanto em vida Capek sempre se recusou a acreditar na utopia comunista, como alternativa à ameaça nazi.

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